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Nutrir para viver


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Há equívoco nos que atribuem à alimentação pura e simples do corpo fator fundamental para a preservação e promoção da saúde, porquanto considera-se que em decorrência dos notáveis progressos registrados pela tecnologia chegou-se à conclusão de que uma nutrição inadequada pode resultar em graves consequências para a saúde de cada indivíduo ou de cada coletividade. Conseqüentemente, é necessário que as pessoas dêem à alimentação a maior importância. E tão indispensável posicionamento, que deve prolongar-se até o fim dos tempos humanos, tomariam os indivíduos de ambos os sexos deliberada e espontaneamente? É indiscutível que não, porquanto nem tudo que a lavoura, a indústria e os serviços colocam à disposição dos gostos e sabores reúnem elementos saudáveis para merecer a ingestão orgânica. Daí, o valor intrínseco do Nutricionista, dotado da função primordial de melhorar o nível de vida das populações, entrando com a competência da cultura que para tanto recebeu na escola e, então, capacitando seus clientes para escolher bem seus alimentos e até mesmo, conforme sua profissão, produzi-los e combiná-los corretamente afim de possibilitar seu consumo, inclusive na área financeira.

Por que o Nutricionista reúne tais possibilidades? Por que suas aptidões abrangem planejamento, organização, supervisão, direção, assessoria, investigação, ensino, orientação, execução e avaliação de serviços de nutrição e dietética, que funcionam em indústrias, bancos, lojas, escolas, hospitais, clínicas e parques de diversão, além de outros locais. Ter-se-ia que lembrar mais sobre tudo quanto pode fazer esse profissional a favor da continuidade da vida dos seres humanos? Não, estando destacado aí mais que o necessário. E como consegue ele aprender todo esse estoque de lições? Através do estudo a que se submete, eis que se trata de homem que se forma em dois graus de ensino, o 2.º como Técnico em Nutrição e Dietética e o 3.º como Nutricionista, podendo, neste caso, especializar-se em pós-graduação, doutorado e mestrado. Constitui-se, então, num elemento tão precioso como os que mais o sejam, digno de total acatamento e consideração, o que mais importante é neste País que, pela sua extensão e pela condição sócio-econômica de sua coletividade, sofre problemas alimentares na maioria de suas áreas sociais. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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