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A hora e a vez dos Opalas

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 6 min

Apaixonados pelos Opalas, um grupo de amigos bauruenses decidiu montar um clube exclusivamente dedicado ao modelo que se transformou em um dos maiores sucessos de vendas da General Motors do Brasil e que até hoje desperta saudades e acelera o coração de milhares de fãs espalhados pelo País.

Formado atualmente por 12 “opaleiros”, o clube já está na ativa há pelo menos seis meses, período cujos membros já participaram de vários encontros regionais de carros antigos. Entretanto, apenas agora, no início de 2003, seus integrantes decidiram oficializar a fundação do clube em Bauru.

Para isso, realizarão um encontro no próximo dia 19, das 9h às 12h, no estacionamento do Bauru Shopping Center, que funcionará como uma espécie de “estréia” do clube na cidade. Entretanto, durante o evento será permitida a participação apenas daqueles que já estiverem associados à instituição.

Apesar disso, quem quiser transformar-se em um novo associado também será muito bem recebido no encontro. “Estaremos à disposição dos que pretenderem unir-se ao nosso grupo”, ressaltam Émerson Antonio da Silva e Alexandre Munhoz de Freitas, dois dos quatro componentes da comissão organizadora do Opala Clube local.

Émerson enfatiza que o objetivo principal da instituição é promover entre seus associados o intercâmbio de informações e peças visando preservar e conservar a memória do Opala. “Queremos contar com membros atuantes e que colaborem para transformá-la em uma das melhores do País no gênero”, destaca ele.

Por isso o clube contará com rígidos critérios de seleção de novos associados, que priorizarão não só a conservação e originalidade dos Opalas, mas também a conduta pessoal de seus proprietários.

Diante disso, veículos com a manutenção abandonada ou documentação irregular terão vetados o ingresso no clube. “Se o carro não estiver em condições de entrar no momento em que a pessoa desejar, podemos até ajudar a restaurá-lo para que possa ingressar no clube”, afirma Émerson.

Adeptos de “rachas” e outros comportamentos inadequados no trânsito também não terão chance no Opala Clube de Bauru. “Não toleraremos pessoas com má conduta civil e que pratiquem arruaças. Assim, os recém-associados serão avaliados por um período de 30 dias, com carência de mais 30”, explica Émerson.

Já os Opalas modificados serão aceitos, desde que seus donos se enquadrem nas regras previstas pelo cluba. “Não iremos proibi-los, pois o mais importante é ter e respeitar o espírito de grupo”, enfatiza Alexandre.

O Opala Clube de Bauru já mantém uma homepage - www.opala.com/bauru - que possibilitará ao internauta obter mais informações sobre o clube e seus sócios, além de serviços e utilidades gerais aos donos de Opalas e Caravans. “Nele, é possível, ainda, visualizar fotos de encontros e checar um calendário de eventos relacionados a carros antigos”, conta Émerson.

Também será permitida, através do site do Opala Clube Bauru, a possibilidade de novos interessados associarem-se à instituição. Basta enviar um e-mail para o seguinte endereço: opel_73@hotmail.com.br

Planos

Apesar do pouco tempo de fundação, os integrantes do Opala Clube já traçam vários planos de atuação para 2003. Além de participar de encontros do gênero na região e em cidades mais distantes, como o de Águas de Lindóia, pretendem promover uma reunião mensal de “opaleiros” em Bauru, sempre em um mesmo local, e uma regional, uma vez por ano.

Arrumar uma sede fixa para o clube, ainda no primeiro semestre deste ano, também figura entre as prioridades. “Atualmente, nos reunimos na casa de amigos, mas pretendemos ter um local exclusivo para tocarmos o dia-a-dia da instituição”, salienta Émerson.

Outra idéia é colaborar na realização de campanhas beneficentes. “Faremos o que estiver ao nosso alcance para ajudar as entidades. Podemos, por exemplo, organizar já este ano um encontro cuja entrada esteja condicionada à doação de um quilo de alimento não-perecível”, frisa Alexandre.

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Cronologia de um mito

1966 A General Motors do Brasil baseia-se no projeto 676 para o lançamento do seu primeiro automóvel fabricado totalmente no Brasil, desenvolvido com carroceria alemã e mecânica norte-americana;

1968 O Opala faz sua estréia como vedete no VI Salão do Automóvel e é apresentado ao público na versão sedã quatro portas, com opção de motores quatro e seis cilindros e acabamento luxo e standard;

1970

É lançado o cupê de duas portas sem coluna lateral. Novas grades reestilizam o Opala. O motor seis cilindros ganha nova versão de 4100 cilindradas e passa a equipar o também lançado Opala SS, versão esportiva que, entre outros itens de série, contava com bancos separados e alavanca de câmbio no assoalho. Surgem as versões DeLuxo e GranLuxo. A Standard passa a ser chamada de Especial;

1972 O motor seis cilindros com 3800 cilindradas é abolido da linha Opala, ficando apenas o 4100. A versão GranLuxo tem como opcionais câmbio do SS e bancos separados. O SS quatro portas deixa de existir, sendo lançado em seu lugar o SS cupê, um esportivo com cara mais jovem;

1973 O modélo pré-1973 ganha novas mudanças estéticas. O Opala ganha piscas nos cantos dos paralamas e as chamadas “setas falsas” deixam de existir. Na traseira, as luzes de ré passam a ficar ao lado das sinaleiras nos modelos DeLuxo e GranLuxo;

1974 O Opala alcança a marca de 300 mil veículos produzidos. É lançado o Opala SS4, com o novo e recém-lançado motor 151S. Todas as demais versões da linha Opala sofrem pequenas modificações externas e mecânicas, mudanças para serem sentidas e não vistas, segundo propaganda da época;

1975 A GM completa 50 anos no Brasil, ano em que marca a grande mudança na linha Opala. Totalmente reestilizada, ganha nova frente, grade e capô, que por motivos de segurança passaria a abrir no sentido horário. As sinaleiras traseiras de canto dão lugar a duas redondas de cada lado. A versão GranLuxo sai de linha e em seu lugar entra o luxuoso Comodoro com teto de vinil Las Vegas. É lançada a Chevrolet Caravan, versão perua do Opala;

1976

É lançado o lendário motor 250 S, com 170 hp, tuchos mecânicos e comando de válvulas mais forte;

1977 O Opala SS sofre mudanças estéticas e ganha novas rodas (gama), faixas, volante e logotipos. O restante da linha permanece inalterada;

1978 O Opala ganha nova grade com linhas mais suaves, a chave de ignição passa a ser na coluna de direção e o motor 250S é disponível em toda a linha. Surge a Caravan SS nas versões quatro e seis cilindros;

1979 Novo sistema de carburação e freio de mão entre os bancos dianteiros. Aparecem os primeiros Opalas Diplomata;

1980 O Opala ganha nova mudança estética, com faróis e lanternas quadradas. O Diplomata 80 passa a contar com a versão de quatro portas mais luxuosa;

1981 A Caravan ganha limpador de pára-brisa traseiro como opcional;

1982 Para os motores de quatro cilindros é oferecido o câmbio de cinco marchas overdrive. Para os Opala à álcool é adotado o sistema de ignição eletrônica;

1985

É lançada a Caravan Diplomata;

1986 O Opala recebe melhorias de acabamento interno em toda sua linha;

1989 A versão Opala cupê é descontinuada;

1992

É lançado o Diplomata 1992, com várias inovações técnicas, como câmbio de cinco marchas para os seis cilindros, direção hidráulica servo-assistida, freios a disco nas quatro rodas e ausência de quebra-ventos. O Opala 1 milhão é fabricado.

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