Muitos projetos sociais que estavam programados para serem implantados no Núcleo Fortunato Rocha Lima acabaram não vingando. De acordo com Catarina Carvalho, que era a diretora social e educacional do Projeto de Desfavelamento, o interesse de algumas entidades acabou se perdendo no meio do caminho. “Era para ter uma rede de atendimento no localâ€, destaca.
Entre os programas que não vingaram, ela cita uma escola profissionalizante de construção civil, de jardinagem e serviços domésticos.
As entidades que permaneceram no bairro são o grande alicerce social dos moradores do núcleo, oferecendo o apoio que o poder público deixa a desejar.
Entre os atendimentos sociais que deram certo estão uma creche do Colégio São José, a Casa da Esperança e o Projeto Girassol, do Centro Espírita Amor e Caridade.
O diretor deste último, José Silvio Turini, explica que no começo os moradores não aceitavam participar dos programas da entidade. “Eles não tinham muita confiança em quem queria ajudá-losâ€, salienta.
Com o tempo, as barreiras foram derrubadas e hoje o projeto atende cerca de 250 pessoas, entre crianças e adultos.
Eles têm aula de reforço escolar, além de cursos profissionalizantes, como eletricista de instalação residencial, cabeleireira, manicure e estamparia. Há também aulas de informática e trabalho com gestantes. “São muitas atividades que ajudam a amenizar um pouco os problemas do bairroâ€, ressalta Turini.
O índice de violência também está em queda. De acordo com o comandante da Base Comunitária de Segurança Noroeste, tenente Renato Ramos, nos últimos dois anos tem sido feito um trabalho intenso de repressão e prevenção ao crime. “Hoje o Fortunato não tem nenhum índice alarmante de violência.â€
O fato é comprovado por muitos moradores, que destacam que o núcleo é calmo e tranqüilo como qualquer outro ponto da cidade.