Pelo menos seis linhas do transporte coletivo de Bauru foram obrigadas a alterar o itinerário em ruas de terra, ontem, por causa dos buracos e da lama. A chuva constante, desde sábado, deixou muitas vias intransitáveis.
Com a mudança, alguns usuários, como Alice Cristina Souza, que mora no Parque Santa Edwirges, chegou a perder o ônibus. “Vi que estava difícil passar na rua, mas esperei o ônibus no ponto de costuma, na alameda Babilônia, e ele não passouâ€, conta.
A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) informa que os ônibus estão sendo desviados para as ruas mais próximas no mesmo sentido. Até ontem à tarde, os veículos conseguiam chegar ao final de todas as linhas, de acordo com a assessoria de comunicação da Emdurb.
O bairro onde os motoristas de ônibus estão enfrentando maior dificuldade é o Parque Santa Edwirges. Em função dos buracos e lama, os coletivos deixaram de passar por seis vias. Mas a situação também é complicada na Pousada da Esperança 1 e 2, que está com várias ruas intransitáveis.
O pedreiro Carlos Ferreira dos Santos, que depende de ônibus para trabalhar e mora na Pousada, conta que está sendo obrigado a andar mais quadras que o costume para pegar o coletivo. “Está difícil. Quase perdi o ônibus hoje (ontem) porque não sabia direito onde ele ia passarâ€, diz.
A assessoria de comunicação da Emdurb também informa que solicitou à Secretaria das Administrações Regionais (Sear) a manutenção de todas as vias que são trajeto de ônibus e que estão intransitáveis. A previsão é que as ruas sejam recuperadas dentro de uma semana.
As três empresas que operam o sistema de transporte coletivo mantêm fiscais nas ruas para verificar se há mais vias intransitáveis, de acordo com a Emdurb. Muitas vias também estão intransitáveis para veículos pequenos.
Ademir de Oliveira e Delton Rodrigues atolaram seus carros na rua Luiz de Souza, no Parque Roosevelt, ontem. Oliveira reclama que a manutenção que a prefeitura tem feito no local é um desperdício de dinheiro público porque não resolve.
“A cada chuva as máquinas jogam terra na rua para, na chuva seguinte, a enxurrada levar. Para eles, asfaltar seria uma solução mais eficiente e barata.
A rua Francisco Lopes Pires, no Parque Nova Paulista, está com tantos buracos que os moradores não conseguem sair de casa. Ridete Tavares e Lucinéia Ferreira da Silva, que moram na quadra 4, contam que já foram feitos protestos e abaixo-assinados pedindo providência, sem retorno.
Lucinéia diz que sua mãe, com problemas respiratórios, não pode sair de casa nem mesmo para fazer inalação. “A situação está feia, a prefeitura tem que fazer alguma coisaâ€, diz Ridete.
Moradores da rua Agostinho Fornetti, nas proximidades do Jardim Progresso, também estão sofrendo com problemas de erosão e esgoto. Maria Cândido, moradora da quadra 11, reclama que a prefeitura não tapa os buracos feitos pela chuva.
Segundo ela, não é só a rua dela, mas um trecho de três vias seguidas abandonadas pela Secretaria de Obras. “O imposto (Imposto Predial e Territorial Urbano-IPTU) continua chegando até aqui, mas carros e pessoas têm que desviar para não cair nos buracosâ€, diz Maria.
Esgoto
Cícero Ribeiro, morador da quadra 2 da rua Miguel Simon, no Parque Jaraguá, diz que há 15 dias o esgoto de sua rua está vazando. â€œÉ um descaso. O DAE já veio aqui, abriu o esgoto e não arrumou. O esgoto da minha casa está retornando e eu estou tendo que tomar banho no quintalâ€, conta.
A assessora de imprensa do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Sandra Faria, afirma que o conserto do local será providenciado imediatamente. Segundo ela, o esgoto não foi arrumado porque o problema gerado na rua vem de outro posto de visita ainda não localizado pelo DAE.
Linhas alteradas
• Shopping-Jardim Planalto (ida) e IBC-Marilu (volta)
• Santa Edwirges-Higienópolis
• Santa Edwirges-Samambaia
• Pousada da Esperança 1
• Pousada da Esperança 2
• Parque Jaraguá-Beija-Flor