O primeiro dia de pagamento do crédito complementar do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do lote entre R$ 2 mil e R$ 5 mil injetou R$ 600 mil na economia cidade. O pagamento transcorreu com muita fila nas quatro agências da Caixa Econômica Federal (CEF) em Bauru. Nem mesmo a chuva que caiu durante a maior parte da manhã intimidou os trabalhadores em busca do saque do complemento ou de informações.
Além do pagamento da primeira de cinco parcelas de quem tem entre R$ 2 mil e R$ 5 mil para receber, a CEF também pagou ontem a segunda e última parcela da faixa entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. O trabalhador que se enquadra na faixa de até R$ 5 mil retirou ontem uma parcela que pode variar entre R$ 400,00 e R$ 1 mil. A próxima será liberada em julho.
De acordo com o superintendente da Caixa em Bauru, Geraldo Luiz Machado de Oliveira, ontem foram atendidas 1,2 mil pessoas nas agências do banco em Bauru. Desse total, 900 receberam o dinheiro e 300 trabalhadores foram encaminhados para fazer o acerto que lhes permitirá o recebimento do crédito no futuro.
Oliveira declara que a expectativa do banco nessa etapa é pagar cerca de 28 mil contas na região de abrangência do Escritório de Negóios (EN) da Caixa, que inclui 91 municípios, mas ainda não há definição quanto ao valor total desse montante.
No ano passado, a economia da cidade recebeu injeção de mais de R$ 12 milhões com o pagamento de lotes de valores menores - até R$ 1 mil - do crédito complementar. Na região abrangida pelo EN, o total até o fim de 2002 foi de cerca de R$ 61 milhões.
Para o superintendente, os R$ 600 mil liberados ontem devem ter um impacto rápido e positivo na economia de Bauru. “Esse dinheiro vai para acertar contas. Com a segunda parcela o pessoal já começa a comprar coisas que estão precisandoâ€, observa. Oliveira também afirma que a tendência é de diminuição das filas a partir de hoje.
Movimento
Apesar do movimento bastante intenso ontem, Oliveira afirma que por volta das 16h30 todos os clientes já haviam sido atendidos. “O atendimento foi bom, apesar da espera ter sido um pouco maior do que a de um dia normalâ€, diz.
Segundo a assessoria de imprensa do EN em Bauru, quem optou pelo crédito em conta pode ter de aguardar até o dia 17 para receber o dinheiro. Isso porque, segundo a assessoria, o sistema de compensação não suporta efetuar todos os créditos em apenas uma noite. O crédito complementar é um direito adquirido, que vai sendo corrigido pelo banco.
Ainda segundo a assessoria da Caixa, 20% dos trabalhadores que procuram uma agência do banco nessa etapa ainda precisam fazer algum acerto antes de ter direito ao complemento. No início dos pagamentos de lotes menores, em junho de 2002, oito em cada dez trabalhadores que procuraram a Caixa precisavam do acerto.