Regional

Greve na Xereta chega ao nono dia

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Os cerca de 380 funcionários da indústria de alimentos Xereta, estão em greve desde o último dia 6, quando se recusaram a iniciar os trabalhos nos dois turnos de produção, às 6h e às 14h. A greve é um protesto contra o atraso no pagamento de salários e benefícios.

O movimento foi deflagrado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos da região e de acordo com o presidente da entidade, Wilson Vidoto Mazon, é por tempo indeterminado.

O direito à greve, segundo Manzon, está respaldado por medida liminar concedida pela Justiça Federal de Marília, na primeira quinzena de dezembro, a pedido do Ministério Público do Trabalho.

A empresa está com os bens próprios e de seus sócio-proprietários bloqueados pela Justiça. O Ministério Público Federal de Marília apurava se a empresa havia feito apropriação indébita das contribuições sindicais dos empregados. E o Mininstério Público do Trabalho de Bauru constatou que a empresa, além de atrasar o pagamento dos salários de seus empregados, não estava recolhendo o FGTS e a Contribuição Previdenciária.

A Xereta, segundo Manzon, deve salários aos funcionários desde o mês de novembro.

De acordo com o sindicato, entre as pendências está o não pagamento, por exemplo, do décimo terceiro salário de 2001. “São dois anos de 13.º atrasado”, disse Manzon, que protocolou nova denúncia contra a Xereta na sub-Delegacia Regional do Ministério do Trabalho. â€œÉ mais uma ação para engrossar a pilha de processos contra a Xereta”, diz ele.

Ainda segundo o sindicalista, além dos funcionários empregados, os 110 trabalhadores demitidos no mês passado também têm dinheiro a receber da Xereta.

A disposição dos trabalhadores em greve é por retomar a produção somente mediante o recebimento de todos os salários e benefícios atrasados. Mas isso, no entanto, conforme perspectiva do sindicato da categoria estaria longe de acontecer.

A esperança, diz Manzon, é por uma execução definitiva da Xereta na Justiça e a transformação da mesma, mediante falência, em cooperativa administrada pelos próprios funcionários. A diretoria da Xereta, apesar de procurada várias vezes pela reportagem, não falou sobre a questão.

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