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Vivaleite será retomado na segunda

Da Redação
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O Programa Vivaleite, que estava suspenso desde o último dia 2, deve ser retomado na próxima segunda-feira. O programa, do Governo do Estado, distribui leite a 553 crianças carentes em Bauru.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento garante que o programa não sofrerá cortes. Desde que a distribuição foi suspensa, em função do fim do contrato com fornecedor do produto, as famílias atendidas em Bauru enfrentam dificuldade para comprar leite para a seus filhos.

A dona de casa Kátia Rejane Vieira Cervatto, 26 anos, conta que nestes dias teve que pedir para o seu pai comprar o leite de seu filho, pois seu marido, que é catador de papel, não teve condições.

Mãe de duas crianças e desempregada, Joelma Cristina de Oliveira, 23 anos, afirma que precisou de ajuda familiar e de entidades para comprar o leite de suas filhas. Ela conta que chegou a misturar água ao leite para render.

Helenir Latanzio, diretora da Divisão de Assistência Social à População da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), explica que Bauru tem 17 pontos de distribuição do Vivaleite. Segundo ela, neste período de suspensão, a prefeitura não pôde assumir o programa porque precisaria abrir licitação para comprar o produto, o que é demorado.

Helenir afirma que Vivaleite oferece 15 litros de leite, por mês, para cada criança. O produto é distribuído três vezes por semana. As mães de 77 crianças atendidas pelo Vivaleite no posto de distribuição instalado na Casa da Esperança, no Núcleo Fortunato Rocha Lima passaram por dificuldades neste período, afirma a assistente social da entidade, Débora Cristina Carneiro.

A catadora de papel Aparecida de Fátima Fernandes, 30 anos, relata que deixou de comprar arroz e feijão para comprar o leite de seu bebê. “A criança não pode ficar sem o leite. Nós adultos agüentamos passar necessidades”, frisa.

Kátia, Joelma e Aparecida esperam que a Secretaria da Agricultura realmente retome o Vivaleite na segunda, para ajudar a alimentação dos filhos. Segundo Denis Cardoso, assessor de imprensa da secretaria, o Vivaleite foi suspenso por causa dos preços abusivos apresentados por empresas na licitação feita em janeiro.

A Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento informa que, em todo o Estado, são atendidas cerca as 720 mil crianças. Ontem, a secretaria abriu uma concorrência emergencial que definirá uma empresa para atender o programa por seis meses, diz Cardoso.

Segundo ele, o contrato de distribuição pode ser assinado hoje e a distribuição retomada na segunda-feira. O preço médio alcançado foi de R$ 0,88 por litro de leite, tanto na Capital quanto no Interior, valor inferior aos apresentados na licitação suspensa.

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