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Arrendamento dificulta a desapropriação do horto

Ieda Rodrigues
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O Horto Florestal Aimorés, onde estão acampadas cerca de 200 famílias de sem-terra, está entre as glebas destinadas pelo governo do Estado de São para a reforma agrária, de acordo com Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp). Porém, o fato da área, que pertence à Ferrovia Paulista S/A (Fepasa) estar arrendada, deve dificultar o processo.

A informação foi passada ontem aos sem-terra por um dos diretores do Itesp, Carlos José da Silva. A área ocupada no último sábado por um grupo do Nossa Terra, um novo movimento que cobra reforma agrária, está arrendado para Votorantim Celulose e Papel (VCP) até 2011.

A VCP entrou na Justiça ontem pela manhã com uma ação de reintegração de posse de área ocupada. Até ontem à tarde, o pedido de liminar ainda não havia sido apreciado pelo judiciário. Um Representante da empresa prestou depoimento ontem no 4.º Distrito Policial, quando apresentou cópia de contrato de arrendamento da área.

O delegado Dinair José da Silva, do 4.º DP, que está avaliando o documento, diz que também vai ouvir representantes dos sem-terra. Maria da Luz, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na região de Bauru, que acompanhou a reunião do grupo com o Itesp, conta que, por enquanto, está suspensa a chegada de novas famílias.

“Em assembléia, eles decidiram esperar a decisão do juiz sobre a liminar. Se o grupo tiver que sair da área, não adianta chegar mais famílias”, explica. Enquanto isso, a CPT continua coletando doações, principalmente de alimentos, para os sem-terra.

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