Economia & Negócios

Economia & Negócios

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

• Despejos

Dados levantados pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP) no Tribunal de Justiça demonstram que o número de ações de despejo distribuídas na Comarca da Capital apresentou crescimento de 8,98% em 2002. Foram registradas 28.870 ações em 2002, contra 26.490 no ano anterior. A maior alta foi das ações ordinárias: 17,2%. Em seguida, vêm as por falta de pagamento: 9,04%.

• Generalizado

Para o vice-presidente de Locação do Secovi-SP, Sergio Luiz Abrantes Lembi, a culpa é da “inadimplência generalizada” em todos os setores da economia. Ele acrescenta, no entanto, que segundo as imobiliárias os índices estão dentro de um limite considerado normal. Lembi observa que essa alta quebra uma tendência de queda que vinha sendo mantida desde 1995 e deve ser retomada em 2003.

• Sem fundo

O volume de cheques devolvidos por falta de fundos em todo o Brasil cresceu 3% em 2002 em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados ontem pela Serasa, empresa especializada em informações de crédito. No ano passado, a média no país foi de 13,6 cheques devolvidos para cada 1.000 compensados. Em 2001, havia sido de 13,2.

• Menos prazos

Apesar da alta, a devolução de cheques em dezembro manteve a trajetória de queda iniciada em abril. Na opinião do assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida, a redução nos prazos de cheques pré-datados, a concessão mais criteriosa de crédito e a menor atividade econômica permitiram o recuo da inadimplência.

• À vista

Outro motivo apontado pela Associação Comercial de São Paulo para a queda na inadimplência é a mudança no comportamento do consumidor, que tem preferido comprar à vista. No final de ano em Bauru, lojistas já haviam apontado aumento nesse tipo de pagamento. A Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) também já iniciou uma “conscientização” para compras via cartão de crédito - consideradas muito mais seguras.

• Rota

A Varig negocia com investidores internacionais o aporte de pelo menos US$ 350 milhões para garantir suas operações de médio e longo prazos. A empresa de aviação lança mão desse recurso após sobreviver ao fracasso da tentativa de sair da crise com a ajuda de credores, em dezembro. Segundo a Agência Estado, o presidente da Varig, Manuel Guedes, conversa com três grupos dos EUA e da Europa.

• Interno

A cúpula da empresa deve procurar ajuda junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). Ontem, o presidente Guedes se reuniu com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Se forem liberados recursos para a empresa, eles serão complementares à ajuda proveniente do setor privado.

• Cortes

Na área operacional, Guedes garante que as mudanças efetuadas na Varig no decorrer o ano passado já são visíveis. Ao longo de 2002, 3 mil funcionários foram demitidos e 30 aviões retirados da frota. O impacto dos cortes foi atenuado pela unificação das operações entre Varig e as empresas Rio Sul e Nordeste. Até agora, no entanto, a empresa só apresentou resultados financeiros até o segundo trimestre de 2002.

• Alumínio

O Brasil está produzindo mais alumínio. Em 2002, a alta foi de 16,2%, somando 1,315 milhão de toneladas. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal), que atribui o crescimento, basicamente, à retomada da produção após o racionamento de energia elétrica e aos ajustes operacionais feitos pelas empresas para melhoria do processo produtivo.

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