Tribuna do Leitor

Mulher ou objeto


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Através de e-mail do Instituto Terra Viva Mulher, Família e Sociedade, tomei conhecimento de um fato que acho lamentável: em uma campanha publicitária de uma determinada marca de cerveja, a mulher é usada para descanso de copo de cerveja. Nós mulheres fomos desrespeitadas quando fomos equiparadas a uma mercadoria, produto de consumo, e como em tantas outras campanhas de bebidas as mulheres se tornam aliciadoras do público-alvo. Quase todas as campanhas de cerveja são belas mulheres de corpos esculturais que convidam o público a beber e o apelo em usar o corpo feminino é tão grande que quase sempre as modelos não falam, pois não precisam convencer ninguém se o produto é bom ou não, é só provocar a libido do público-alvo. Nós mulheres devemos nos unir para acabar com esse tipo de discriminação. Além do que, acontece a propagação do alcoolismo, e por conseqüência maior número de acidentes automobilísticos, homicídios e a desestruturação familiar. Sem contar que este tipo de propaganda põe em risco todo esforço que dependentes de álcool fazem para se manterem sóbrios, nestes casos não pela apelação do corpo feminino, mas sim pela própria bebida. Devemos cobrar das autoridades competentes que haja em nossa legislação leis que possam de alguma forma coibir tais propagandas, afinal os elegemos para que cuidem dos interesses do povo. O tabaco foi alvo de protesto e vejam como diminuíram as propagandas e as pessoas que fumam já não podem fazê-lo em todos os lugares. Como é bom quando vemos pessoas famosas, da mídia, se colocando em favor da natureza, mas como seria ainda melhor se ao invés de propagandas de consumo de bebidas essas pessoas fizessem propagandas dizendo não às drogas lícitas e ilícitas, para salvar vidas humanas, e ainda receber um bom cachê, pois salvar vidas de graça já é bom, imaginem sendo remunerado! É preciso fazer a prevenção contra os vícios, para que não tenhamos que nos preocupar tanto em como eliminá-los da sociedade, pois só nos preocupamos com o mal existente, chega de “mundo alcoolizado”. (Mariluci Lombardi - RG 13.733.107)

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