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Epílogo de festa


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Passam todos diante das edificações escolares e percebem que a área se mostra absolutamente silenciosa. Nada daqueles ruídos tradicionais do local, produzidos pelo vozerio diário da massa estudantil, constituída por infantes, adolescentes, jovens e, por outro lado, obedientes à categoria do ensino, também adultos de diversificadas idades. A uns e outros se acrescentam professores e demais servidores. Tudo diferente da rotina, panorama incomum, levando aos transeuntes natural admiração. É a cena típica dos finais de aulas e demais atividades, em função da qual os usuários da casa, como nos exercícios anteriores, batem asas e se afastam coletivamente, mesmo que apenas por algum tempo, dos respectivos ninhos, mas levando no âmago a esperança de que tenham assimilado suficientemente as lições recebidas dos bondosos mestres e possam começar, desde logo, a se valerem delas no exercício da vida diária, sempre eivado de problemas...

Normalmente, é assim com todos, destacadamente com os alunos que têm a ventura de chegar à esperada cerimônia de formatura e ostentar nas mãos o desejado canudo... É isso difícil? Indiscutivelmente, sim! Afinal, quase nada é fácil neste mundo, no qual tudo é surpreendente, tudo se esconde sob céu nublado, isto em todos os campos e, nos do estudo, bem mais ainda, nele se consumindo horas, dias, meses e anos de empenho cansativamente sério, sem se saber exatamente o que a tarefa vai exigir no seu longo transcurso. Embrenha-se nela o aluno, acreditando no chamamento dos professores, como que num ato de fé, e tenta adivinhar o epílogo da semeadura... A presunção geral é de que tem de caminhar resolutamente na vereda que o próprio jovem escolheu um dia para trilhar transportando muitos sonhos. E, agora, fechados os livros e cadernos, é botar o boné e encetar a jornada porque a vida, doravante, terá continuidade lá fora, bem distante das perspectivas. É o sentido do estudante, que passa a procurar horizontes sem saber se vai encontrar neles uma floresta, um jardim ou uma simples horta, tudo menos ruidoso que o recreio e as salas de aulas, que, agora, vão ficando na saudade de um tempo que, certamente, não volta mais, porque a festa acabou, chegou ao final como tantas outras coisas, inclusive a própria vida, que tem começo, meio e fim! É a opinião nossa e de todos! (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)

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