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Após auge, avenida não recebe atenção

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Embora ainda seja uma das mais importantes e prestigiadas vias da cidade, a avenida Rodrigues Alves tem gerado descontentamento de cidadãos pelos problemas por que passa atualmente.

Na opinião do comerciante José de Moraes Feitosa, que há 18 anos trabalha na quadra 7 da avenida, a Rodrigues Alves foi mal planejada.

“Eu acho que está precisando urgentemente de uma reforma porque aqui é um caos quando chove. Na última reforma, deixaram a rua mais alta que a calçada. Quando chove, inunda todas as calçadas porque projetaram de forma errada”, diz.

“Quando chove, a água entra toda para dentro das casas e das lojas. A cidade infelizmente está uma pouca vergonha. Deixa muito a desejar”, reforça o comerciante Jailson Marinho.

O cabelereiro Cláudio Luiz Ferreira reclama das péssimas condições do asfalto e das calçadas. “A avenida é muito mal acabada. Está destruída”, reclama.

Os buracos no pavimento também são alvo de reclamação do comerciante Cícero Dias. “Eu gosto da avenida, mas esses buracos da rua estão atrapalhando”, enfatiza.

Saudade

O aposentado Hermídio Júnior lembra-se com saudade da época de ouro da Rodrigues Alves. “A avenida já foi muito melhor. Era mais conservada. No meu tempo, isso aqui era mais arborizado, tinha bancos para sentar, árvores e casas mais novas. Agora está muito desgastada”, afirma.

O casal Duarte da Silva, 99 anos, e Adoração Martins da Silva, 92 anos, mora na avenida há 53 anos e recorda com saudade a época da construção da casa, concluída em 1937.

“Naquele tempo, o carro ficava na porta da casa, na rua, e ninguém mexia. Era muito mais tranqüilo e tinha menos barulho”, conta Duarte.

“A avenida era mais bonita. Tinha sombra. Também tinha pó, mas não como hoje. O trânsito tirou tudo e agora não tem mais nada”, afirma Adoração.

Acompanhado por amigos, o casal assistia aos desfiles de carnaval da janela da casa. “Nós podíamos sentar na avenida de noite e ficar conversando com os vizinhos. As casas aqui eram todas residenciais”, diz Adoração.

Apesar da saudade, o casal gosta de morar na avenida pela proximidade com o comércio. “Está tudo perto. Tem bares, comércio, feira. Está bom”, conclui Duarte.

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