Economia & Negócios

FGTS injeta R$ 1,8 mi em uma semana

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

O pagamento dos créditos complementares do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), referentes às perdas dos planos Verão (1989) e Collor 1 (1990), totalizou R$ 1,826 milhão em Bauru apenas na última semana. O montante é proveniente do início do pagamento da primeira parcela do lote entre R$ 2 mil e R$ 5 mil e da segunda e última parcela do lote entre R$ 1.000,00 e R$ 2 mil.

O montante dessa semana equivale a quase 15% de todo o valor pago na cidade de junho, quando se iniciaram os pagamentos de valores menores, até o final do ano. A Caixa Econômica Federal (CEF) estimou o pagamento do crédito complementar em 2002 num total de R$ 12 milhões apenas para Bauru.

De acordo com o gerente de mercado do Escritório de Negócios (EN) da CEF em Bauru, Wangley Taú, já foram pagas 2.751 contas nas quatro agências da cidade - o que, segundo ele, representa entre 60% e 70% do total.

Segundo Taú, o atendimento está sendo feito de forma rápida, apesar das filas formadas antes do horário de abertura das agências da Caixa. “Todo o atendimento está ocorrendo na maior tranqüilidade”, diz.

“Todo dia temos um número significativo de pessoas, e o que contribui para Bauru é que pessoas de algumas cidades próximas vêm sacar aqui. O recurso, então, acaba ficando por aqui mesmo”, avalia Taú. Na opinião do gerente, essa é uma das grandes vantagens de Bauru ser pólo de serviços.

A Caixa não divulgou, entretanto, o montante final de pagamentos na cidade de Bauru e na região abrangida pelo EN. “Não foi feita nenhuma previsão sobre isso”, declara Taú.

Na opinião do presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, o volume injetado na economia de Bauru na última semana, apesar de bastante significativo, não deverá trazer impactos imediatos para a economia da cidade. “O volume de dinheiro é muito alto, mas dado o tamanho do comércio de Bauru, não dá para mensurar isso”, diz.

Carvalho acredita que, desta vez, o complemento do FGTS será mais diluído do que no ano passado. Isso porque o dinheiro proveniente de créditos menores serviu, principalmente, para quitar débitos, e agora irá para aquisições maiores.

“O volume de dinheiro agora é maior, então pode ser colocado em bem mais diferenciado, como aquisição de terreno ou reforma de casa”, afirma Carvalho. E completa: “Além disso, muitos vão poupar ou fazer investimento”.

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