• Couro
A 30.ª edição da Couromoda, encerrada na última sexta-feira, recebeu público de 54 mil visitantes profissionais. A feira - terceira maior do mundo no setor calçadista - reuniu 800 expositores e mais de 1.200 marcas. Na cerimônia de lançamento da edição deste ano, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou que é possível dobrar as exportações do setor dentro de quatro anos.
• Superávit
A indústria calçadista encarou a “profecia†de Furlan como um indício de que o setor poderá receber atenção especial do novo governo. Francisco Santos, presidente da Couromoda, apresenta estatísticas animadoras: a feira de 2003 recebeu 1.730 compradores estrangeiros, vindos de 62 países. No ano passado, a indústria coureira-calçadista exportou US$ 2,8 bilhões e propiciou um superávit para a balança comercial de US$ 2 bilhões.
• Ilustres
Entre os compradores internacionais, as visitas mais badaladas na Couromoda foram Peter Mangione, presidente da Associação dos Importadores e Distribuidores de Calçados dos EUA, e Bill Boette, presidente da Associação dos Lojistas de Calçados dos EUA. Juntas, as entidades americanas representam 30 mil lojas, num mercado que compra mais de US$ 20 bilhões/ano em calçados, quase que totalmente do exterior.
• Escolha
Na opinião de Bill Boette, o calçado brasileiro tem características altamente competitivas no mercado internacional: qualidade, preço e design. O empresário Manu Jeswani, dos Emirados Árabes, um dos diretores do Resources Group, efetuou compra de cerca de 18 contâineres de sapatos, o equivalente a mais de 70 mil pares. O grupo possui cerca de 300 lojas em 10 países.
• Doméstico
Para a organização da Couromoda, o setor calçadista brasileiro “anda a passos largos†também no mercado interno. No último ano, 480 milhões de pares foram vendidos no mercado doméstico. O clima de confiança do ministro Furlan com as exportações também embalou os negócios internos: os expositores registraram volume de negócios acima do esperado e contam com crescimento nos próximos 90 dias, quando é consolidada a maioria das vendas do evento.
• Gelada
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região promove hoje, às 10h, uma manifestação em frente à agência central do Banespa-Santander, na quadra 6 da rua Rio Branco. O protesto promete ser inusitado: serão distribuídos 1.000 picolés aos transeuntes. O objetivo do sindicato é demonstrar seu repúdio à demissão de 1.300 funcionários do banco no mês passado.
• Filas
Para o sindicato, as demissões, além dos prejuízos óbvios aos demitidos, prejudica os usuários do Santander-Banespa, pois a falta de funcionários geraria “imensas filas†nas agências. O sindicato também ressalta que desde a privatização do Banespa já foram demitidos 10 mil funcionários. Na opinião da diretoria do sindicato, as demissões não têm justificativa, já que o banco teve lucro de cerca de R$ 3 bilhões em 2002.
• Web
O público da Internet no Brasil pode crescer 25% neste ano. A previsão é do diretor de telecomunicaçoes do portal UOL, Gil Torquato. Com o crescimento, o público atual (segundo o Ibope eRatings, de 14,3 milhões), passaria para 18 milhões de internautas. A explicação para o crescimento vem de um novo regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que ajudaria a “democratizar†o acesso à rede.
• Fixo
Pelo novo regulamento da Anatel, discutido na semana passada por empresas, governo e usuários, há a possibilidade de ser adotado um número especial de acesso pelo qual todos os internautas poderiam se conectar a um provedor de qualquer lugar do País sem precisar pagar tarifas de longa distância. O usuário pagaria um valor fixo qualquer que fosse a duração da conexão.