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Aprovados em concurso do Estado foram contratados

Da Redação
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O dirigente regional de ensino, Jair Sanches Vieira, diz que a oferta de aulas para química e física é grande. Dificilmente, professores dessas duas áreas ficam sem aulas. Segundo ele, no último concurso público todos os inscritos para estas duas disciplinas foram contratados pelo Estado.

Vieira diz que o salário inicial de um professor que trabalha 40 horas por semana é de R$ 1 mil. A professora de matemática e física Andrea Calixto, por exemplo, dá aulas de manhã, à tarde e à noite. Segundo ela, propostas de emprego não faltam. “O telefone da minha casa não pára de tocar. Diretores me ligam sempre oferecendo aulas”, relata.

Vieira diz que a Secretaria Estadual da Educação tem o objetivo de diminuir esta defasagem. Para isso, tem oferecido programas nas universidades públicas, como por exemplo, não cobrar taxa de inscrição para o vestibular destes cursos.

O dirigente de ensino acredita que neste ano será realizado um concurso para contratação de professores de ensino médio, inclusive para as duas disciplinas. Com isso, ele espera completar o quadro.

Vieira diz que a solução é contratar professores habilitados nestas disciplinas. Para ele, os alunos perdem quando têm aulas com professores não especializados. “Estes professores não conseguem cativar o aluno, que acaba odiando a matéria”, frisa.

Palusa Alves Tripoli, que faz o curso de matemática na Universidade do Sagrado Coração (USC), diz que não daria aulas de química, pois acredita não estar preparada. Segundo ela, seu curso a habilita para aulas de física e matemática, por isso dar outras aulas seria enganar seus alunos. “Existem poucos professores de química, mas ainda assim acho que não devemos pegar matérias que não compreendemos. Nestes casos, o aluno sai perdendo muito”, ressalta.

Vieira afirma que os professores de química podem exercer duas atividades profissionais: trabalhar em indústrias e dar aulas. “O professor que trabalha com a prática traz a vivência para sala de aula. Estes profissionais podem trazer pesquisas para os laboratórios das escolas e levar os alunos incentivar os alunos a seguir a carreira de químicos e físicos”, salienta.

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