• Ienes
A Telefonica anunciou ontem que tomou um empréstimo de US$ 250 milhões (29,76 bilhões de ienes) no exterior. O crédito foi concedido pelo Japan Bank for International Cooperation (JBIC). O vice-presidente de Finanças do Grupo Telefonica no Brasil, Gilmar Camurra, revelou que os recursos serão utilizados na expansão e modernização da rede, o que pode incluir o movimento de expansão para outros Estados.
• Empréstimos
De acordo com Camurra, o empréstimo à Telefonica não está vinculado a “nenhum projeto específico.†No entanto, o executivo ressaltou que o empréstimo não poderia ser usado, por exemplo, para aquisição de outras empresas. O mesmo banco japonês já havia anunciado, na semana passada, financiamento de US$ 339 milhões para a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST).
• Dívida
Com a operação, não haveria necessidade de novos empréstimos para este ano, explicou Camurra. Em 31 de setembro, o endividamento da companhia chegava a R$ 3,8 bilhões, em moeda estrangeira e totalmente protegido da variação cambial. O novo empréstimo também tem proteção: o prazo da operação é de seis anos e meio, com taxa de juros equivalente a 2,71% ao ano.
• Vale
A Companhia Vale do Rio Doce também anunciou ontem investimentos para 2003. A pretensão é investir US$ 1,8 bilhão, valor 103% superior aos US$ 884,3 milhões investidos em 2002. O setor de minerais não-ferrosos, que inclui fundamentalmente a exploração de cobre, receberá a maior parcela: US$ 315 milhões. O presidente da empresa, Roger Agnelli, disse que a Vale mantém sua projeção de investir US$ 6,6 bilhões nos próximos oito anos.
• Ferro
O setor de logística da Vale receberá um volume de US$ 289,8 milhões, e os minerais ferrosos (minério de ferro e manganês) terão investimento de US$ 244,3 milhões. A companhia também pretende dobrar as suas exportações nos próximos quatro anos. Em 2002, o grupo exportou US$ 3,2 bilhões. Para os próximos cinco anos a Vale pretende ter uma receita de exportações em torno de US$ 7 bilhões.
• Big Mac
O divertido e eficiente índice Big Mac, divulgado pela conceituada revista britânica “The Economistâ€, mostra que o custo de vida no Brasil está entre os menores do mundo. Nos EUA, onde nasceu, o mais famoso sanduíche da rede de lanchonetes Mac Donald’s custa US$ 2,65. No Brasil, o preço do lanche é de US$ 1,38, uma diferença de 48%. O valor do Big Mac brasileiro é o nono menor entre os 42 países pesquisados.
• Teoria
Em relação à última medição, o Big Mac no Brasil está mais barato, já que custava US$ 1,51 em dezembro de 2001. A queda, porém, não ultrapassa a desvalorização total do real em 2002, que chegou a 34,73% em 2002. O índice Big Mac é baseado na teoria de paridade do poder de compra: um mesmo produto deveria custar o mesmo em dólares em qualquer canto do mundo.
• Islândia
Além do custo de vida, o índice Big Mac indica uma possível recessão nos países onde o preço é realtivamente baixo. Como a pesquisa é feita convertendo o preço do sanduíche em moeda local para dólar, pela cotação de mercado, se o valor ficar abaixo do preço dos EUA, a moeda local está subvalorizada. Pela pesquisa, o sanduíche mais barato é na Argentina: US$ 1,18. O mais caro é do Islândia: US$ 5,51 - ou inacreditáveis R$ 19,30.
• Férias
O grupo espanhol Iberostar, um dos maiores do setor de trusimo na Europa e Caribe, vai investir US$ 300 milhões num resort de dois mil apartamentos na Praia do Forte, a 80 quilômetros de Salvador (BA). O litoral norte do Estado já conta com o maior complexo turístico do Nordeste: o Costa do Sauípe. Pelo projeto, a primeira etapa estará pronta em dezembro de 2004. A perspectiva é de criação de 7,5 mil empregos.