Estádio Alfredo de Castilho lotado. A torcida compareceu, agitou bandeiras, soltou fogos, fez a ôla, tomou chuva, gritou gol. TV e emissoras de rádio presentes, mas em campo faltou competência da garotada do Noroeste.
Ganhando o jogo de um adversário um tanto nervoso e com dois jogadores a menos, acabou tomando o gol de empate quase no fim do jogo.
O técnico é culpado? Não sei. Só que perdeu uma classificação que estava na mão. No Brasil acredito que nenhum técnico está preparado para armar um esquema para jogar contra adversário com nove jogadores. Não sei se cronistas esportivos, diretores, narradores, auxiliares técnicos têm a mesma opinião minha.
Sinto que garotos que estão começando no futebol já estejam cheios de vícios, tais como jogar para trás, errar passes curtos e médios, abusar dos dribles, não dar toque rápido para companheiros melhores colocados, não chutar da entrada da área, escanteios e faltas não cobradas com capricho, isto sem falar nos pênaltis perdidos. Fico pensando o seguinte: será que técnico treina estes fundamentos ou fica só preso em esquemas táticos?
Confesso que saí do estádio decepcionado com o que assisti, e ainda depois ler no jornal, ouvir programas esportivos enchendo a bola destes iniciantes. Devem ser elogiados, sim, mas também devem ser criticados quando merecerem, como neste caso. Faltou competência, com certeza.
Aproveito também para dar outro alerta aos torcedores, como eu, a respeito do time principal que está sendo formado. Eu já vi este filme, mas tomara que não aconteça o que vou narrar. Todos os dias vejo neste jornal e no rádio: "Noroeste contrata cinco reforços". Quem indicou? Vitor Hugo. Quem são eles?
Jogou no Norte, no Sul, no Rio, na Bahia, em Goiás, no Interior de S. Paulo, na série A1, A2, A3, B1, B2 e por aí afora. E nesta altura a quilometragem está bem rodada.
No outro dia, Noroeste traz zagueiro experiente, apenas 36 aninhos e declarou que dificilmente toma cartão e limpa a área chegando junto. Imaginem isto.
Isto sem falar dos garotos promovidos ao time principal, tais como os sofríveis laterais Cris e Jorginho, e aí vem o Borebi, Avaí, Arealva. Tragam novamente o Bariri, o da Barra e por aí afora. Lembrem-se dos Paraíbas trazidos pelo Vitor Hugo no que deu aquele ano.
Não sou tão pessimista como podem pensar, mas já estou cansado de torcer e também entendo que não está sendo fácil para esta séria e responsável diretoria tocar o clube matando um leão por dia para levantar nosso Noroeste. Tomara que eu esteja errado. (Américo Oliva Filho - RG: 4.217.586-0)