• Juros
Em nota oficial divulgada à imprensa, a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) considerou “natural†a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), para 25,5% ao mês. Na opinião da Fecomercio-SP, os impactos da decisão sobre o crédito ao consumidor deverão ser “mínimosâ€.
• Sem espaço
A explicação da Fecomercio-SP para a naturalidade com que vê a elevação da Selic para 25,5% ao mês é que as taxas de juros já estão muito elevadas e “há pouco espaço para novos aumentosâ€. Assim com outras entidades relacionadas, a federação entende a elevação como um sinal de que o governo Luiz Inácio Lula da Silva está preocupado em manter manter a estabilidade econômica no momento, mesmo em prejuízo ao varejo.
• Dificuldades
O aumento da taxa básica pode dificultar ainda mais o acesso ao crédito às micro e pequenas empresas. Ainda que o repasse da elevação não seja integral, a “pequena†elevação faz com que os juros cobrados mostrem crescimento ainda maior na comparação entre janeiro deste ano e o mesmo período de 2002, de acordo com levantamento feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
• Elevação
Segundo os números da Anefac, em janeiro de 2002, o empresário pagava uma taxa de 3,51% para uma operação de capital de giro. Hoje, a projeção para este mês é de 3,97%, já com o repasse da nova taxa básica. O desconto de duplicatas, que em janeiro de 2002 custava 3,50% ao empresário, passará a 4,21% até a próxima reunião do Copom, em fevereiro.
• Necessidade
Ainda segundo o levantamento da Anefac, o desconto de cheques sairá mais caro para as micro e pequenas. O taxa deve subir de 3,33% em janeiro de 2002 para 3,94% neste mês. Já na conta garantida, o cheque especial dos empresários, os juros passariam dos 6,85% verificados no primeiro mês de 2002 para 6,88% projetados para este janeiro. O vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, disse que a elevação de 0,5 ponto foi ‘desnecessária’.
• Batidas
A Coca-Cola começa a testar na semana que vem uma nova bebida na Irlanda, batizada de BPM Energy. O nome se refere à expressão ‘beat per minute’, termo usado por DJs para medir o tempo das músicas. O produto é dirigido a consumidores entre 18 e 34 anos - e provavelmente freqüentadores de casas noturnas. A empresa não revela maiores detalhes sobre o lançamento ou de como será feito o teste.
• Formato
Em dezembro, a Coca-Cola esteve testando em alguns bares de Nova York uma nova embalagem: uma lata mais alta e de menor diâmetro que as tradicionais. Em lugar da conhecida logomarca, a novidade exibe apenas uma discreta referência ao nome do produto. O nova lata lembra o formato das embalagens de bebidas energéticas, como o Red Bull. O alvo da experiência, daquela vez, também era o público jovem.
• Descoberta
Na época, a especializada Advertising Age também informou que a Coca-Cola não comentaria o assunto nem confirmaria os testes. Especialistas em publicidade avaliaram que a idéia é que o produto poderá ser mais interessante e atrativo para os consumidores jovens se ele for “descoberto†em locais da moda - e não promovido em campanhas massivas na TV e em outdoors.
• Excelência
A Microsoft Brasil vai abrir mais quatro centros de tecnologia nas cidades de São Paulo, Recife, Fortaleza e Porto Alegre. O anúncio é parte de um projeto divulgado em 2002, que prevê a criação de 20 centros de excelência tecnológica no País, com investimentos totais de R$ 50 milhões. O objetivo é capacitar profissionais e acelerar a criação e colaboração da indústria brasileira de software para novos negócios e oferta de serviços.