A Lei Orgânica Municipal, em vigor desde 5 de abril de 1990, determina que seja despoluido o Ribeirão Bauru e para tanto se faz necessário o tratamento do esgoto que é despejado ao natural no referido ribeirão. Até agora nenhuma providência concreta foi tomada para a construção das obras necessárias e certamente essa situação perdurará até o final do mandato do atual prefeito, pois este nomeou para a presidência do DAE, órgão a quem compete proceder o tratamento do esgoto, um cidadão, ex-delegado de polícia, o qual é genitor do fiscal da lei, curador do meio ambiente. Os nossos vereadores, salvo exceções, fazem de conta que o problema não existe, pois parece que foram eleitos para alcançarem seus próprios interesses, enquanto que a população que se dane. Haja vista o exorbitante aumento da tarifa de água e esgoto, contra o qual não tomei conhecimento de nenhuma manifestação contrária, de qualquer vereador. Considerando que não adianta reclamar para o sr. prefeito, para os srs. vereadores, para o sr. presidente do Departamento de Água e Esgoto, nem mesmo para o sr. Curador do Meio Ambiente, pensei em ir reclamar para o Cardeal de Duartina, mas obtive outra frustração, pois me informaram que em Duartina, por enquanto, não existe nem bispo, muito menos Cardeal. Esse é o retrato atual da minha querida Bauru, cujos preceitos éticos e morais dia a dia estão se dilacerando. (Argemiro Trindade - advogado OAB/SP 83.059)
escolha sua cidade
Bauru
escolha outra cidade