Política

Vereadores solicitam proteção policial à Mesa do Legislativo

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Os vereadores José Clemente Rezende (PSB) e José Humberto Santana (PV) encaminharam ontem ao presidente da Câmara Municipal, Renato Purini (PV), ofício solicitando proteção policial com o objetivo de “resguardar a integridade física”.

Os parlamentares são os principais responsáveis pelas denúncias de irregularidades que vieram à tona no Poder Legislativo. Eles lembram que já procuraram a Delegacia Seccional de Polícia para registrar Boletim de Ocorrência (BO) com o mesmo objetivo.

No dia 18 de dezembro passado, Clemente e Santana procuraram o delegado seccional de Polícia, Antonio Angelo Ciocca, responsável pela apuração de crimes envolvendo mandatários de cargos políticos, para denunciar que estavam sendo ameaçados.

Após conversar com os dois, Ciocca determinou a elaboração do BO. Sem citar nomes, os parlamentares informaram ao delegado seccional de Polícia que ouviam nos corredores da Câmara frases como “nós precisamos parar esses dois”.

Na época, Ciocca explicou que o crime de ameaça é subjetivo. “Eles estão se sentindo ameaçados de um mal grave, inclusive contra a integridade física. Qualquer providência de polícia judiciária dependerá da manifestação expressa deles”, comentou.

No BO registrado na Delegacia Seccional de Polícia, consta que Clemente e Santana, há cerca de dois meses, foram alertados pelo promotor de Justiça de Defesa da Cidadania, Fernando Masseli Helene, para que tivessem mais “cuidado” após assumirem a autoria das denúncias de irregularidades contra a Câmara.

No ofício encaminhado à presidência da Câmara ontem, consta que as ameaças continuam a acontecer “de forma mais insistente”.

“Uma delas, conforme relato do vereador Osvaldo Paquito, teria sido praticada na sala da presidência e na presença dos vereadores Luiz Carlos Valle, Renato Purini, José Walter Lelo Rodrigues e Paulo Eduardo Martins Neto”, diz o documento.

Clemente e Santana explicam no ofício que exercem a obrigação “imposta pela lei”, dentre as quais a de fiscalizar os atos administrativos da Casa.

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