• Empréstimos
A Caixa Econômica Federal (CEF) divulgou na última semana seu balanço de empréstimos para micro e pequenas empresas em 2002. No decorrer do ano passado a Caixa R$ 3,8 bilhões, o que representa 41% mais dinheiro financiado do que em 2001, quando foi registrado o total de R$ 2,7 bilhões. Do total emprestado em 2002, cerca de R$ 3,3 bilhão (87%) foi destinado a capital de giro e outros R$ 482 milhões foram utilizados como investimento.
• Proger
Utilizando apenas recursos do BNDES, Finame e FAT para o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), a CEF aplicou no ano passado cerca de R$ 632 milhões. Segundo a instituição, a média de empréstimos foi de R$ 8 mil, o que caracteriza uma pulverização do crédito. O setor produtivo foi o maior receptor dos créditos.
• Para 2003
O superintendente de Segmento e Distribuição da Caixa, Mário Ferreira Neto, entende que o crescimento no volume de empréstimos indica que “deverá contribuir ainda mais esse ano para a geração de emprego e renda, fortalecendo a pequena empresa através do acesso ao crédito e da capacitação dos empresáriosâ€. É a promessa de mais facilidade na obtenção de crédito em 2003.
• Setores
As micro e pequenas empresas representam, em média, 54% do total das empresas no Brasil e é responsável por 26% do Produto Interno Bruto (PIB), por 60% dos empregos gerados e por 42% da massa salarial do País. Neste ano, a Caixa deverá direcionar produtos e serviços aos setores de Couro e Calçados, Construção Civil, Saúde e Educação. A expectativa para 2003 é liberar cerca de R$ 7 bilhões.
• IR
A Delegacia da Receita Federal em Bauru informou que o oitavo lote de restituições do Imposto de Renda de 2002 estará disponível para o contribuinte a partir de 17 de fevereiro. Na área de atuação da delegacia de Bauru, que abrange cerca de 50 municípios, são 725 declarações pagar, totalizando em torno de R$ 330 mil, e 519 a restituir, num total de R$ 492 mil. 431 declarações estão isentas.
• Café verde
As indústrias de café torrado e moído começam a enfrentar problemas de abastecimento. Além do período ser de entressafra, a pouca oferta de café verde também é decorrente da previsão anunciada no final do ano pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de uma quebra em torno de 40% da próxima colheita. Com isso, tanto produtores quanto vendedores de café verde travam o mercado aguardando melhores preços.
• Negociação
No final de dezembro, as indústrias pagavam por uma saca do café, em média, R$ 110,00. No dia 22 de janeiro, essa mesma saca estava valendo R$ 140,00 – o que representa alta de 27%. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Guivan Bueno, esse aumento parece estar se firmando como novo patamar de cotação do café verde, o que exigirá, por parte das torrefadoras, uma negociação intensa com os varejistas.
• Concorrência
Em Davos, Suíça, palco do Fórum Econômico Mundial, o comissário europeu responsável pela política de concorrência da União Européia, Mário Monti, disse à imprensa que uma longa investigação antitruste contra a Microsoft está em estágio avançado e que até a “primeira metade deste ano†uma decisão será divulgada para o caso. Monti relatou que qualquer conclusão precisará levar em consideração o andamento dos processos jurídicos nos EUA.
• Performance
Os órgãos reguladores da União Européia alegam que a inclusão do software tocador de vídeos e músicas Windows Media Player dentro do Windows - produzido pela Microsoft - prejudica empresas concorrentes, como a RealNetworks e a Apple Computer. A UE também diz que o Windows foi desenvolvido para ter uma melhor performance somente com os produtos Microsoft, eliminando a concorrência de competidores que usam Linux ou outras versões do sistema operacional Unix.