A partida desta noite entre Bauru e Minas, além das muitas atrações em quadra, onde as duas equipes devem fazer um duelo de gigantes, tem um atrativo à parte. Nos bancos, orintando os atletas, estarão os dois auxiliares-técnicos da Seleção Brasileira: Jorge Guerra e Flávio Davis, treinadores de Bauru e Minas respectivamente.
No entanto, o duelo é de cavalheiros, pelo menos é isso que garantem em seus discursos. “Primeiro é um encontro de dois amigos, que se conhecem há algum tempo, se admiram e se respeitam. Espero que seja uma boa partida e que o basquete saia ganhandoâ€, afirma Davis.
“Eu acho que é uma partida entre Bauru e Minas. Eu e o Flávio somos amigos, trabalhamos juntos na seleção. Nós não temos esta disputa, o espaço [na seleção] você conquista de outra forma, não é um ganhando do outroâ€, declara Guerinha.
O treinador de Bauru não hesita em apontar a equipe mineira como favorita. “O Flávio é um técnico muito estudioso. Na minha opinião o Minas Tênis é o favorito a ser campeão. É uma equipe muito bem estruturada, com os jogadores certos nas posições certas e mesclou bem experiência com juventudeâ€, avalia o treinador.
Sobre o favoritismo de sua equipe, Flávio Davis não vê dessa maneira. â€œÉ muito cedo para se falar em favoritismo. Acho que todas as equipes carecem de alguma coisa. Nós carecemos de ritmo de jogo, porque estávamos há 40 dias sem jogar. Favotismo só nas últimas rodadas e para aquele que estiver melhor nos playoffs“, deduz.
As duas equipes treinaram ontem no final da tarde na Panela de Pressão e os dois puderam se encontrar. Guerrinha aproveitou para tirar uma “casquinha“ do amigo. “Se o jogo fosse um contra um, eu ganharia de 10 a 0â€.