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Solidariedade


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Solidariedade ou “amor ao próximo” são expressões que vêm ganhando espaço dentro das empresas, na medida em que patrões e empregados têm percebido que ser solidário é ser responsável pelo outro, não importando as diferenças e buscam testemunhar essa responsabilidade em programas voluntários de solidariedade.

Como partes inseparáveis do universo, não somos apenas responsáveis por nós, mas por tudo o que nos cerca e por tudo o que fazemos. Por mais paradoxal que pareça, aprenderemos a cuidar bem de nós mesmos, na medida em que cuidarmos bem dos nossos semelhantes.

Uma pesquisa coordenada por uma professora da Universidade de São Paulo revelou que várias empresas nacionais, de grande e médio porte, já possuem programas de voluntariado ou valorizam a participação de seus funcionários em atividades de cunho social. “As companhias perceberam que nesse tipo de atividade, além de preencherem uma necessidade afetiva, seus funcionários ganham vantagens competitivas.”

Há um forte consenso de que fazer o bem ajuda a aumentar o moral e a construir habilidades para o trabalho em equipe. Doar-se ao próximo é visto também como uma excelente oportunidade de treinamento. A espontaneidade com que as pessoas participam de uma boa causa lhes dá a chance de exercitar o senso de liderança e responsabilidade.

Os ganhos, para a carreira de quem faz alguma atividade de cunho social, são inúmeros. A pessoa expande suas perspectivas, passa a entender melhor os verdadeiros valores da vida e, por certo, ainda aguça sua criatividade e iniciativa pessoal.

Mas a doação tem que ser verdadeira e desinteressada. Não se pode olhar o outro com caráter utilitário.

Cada um de nós pode fazer a sua parte. Não importa qual seja a maneira escolhida: contar histórias para crianças em orfanatos, visitar enfermarias nos hospitais, ouvir as histórias dos velhinhos no asilo ou ouvir com atenção o colega de trabalho. O importante é tornar-se responsável pelo outro. O saldo será uma maravilhosa sensação de felicidade, pela missão cumprida.

Essa solidariedade, vivida com responsabilidade, pode revolucionar a realidade de toda uma sociedade e determinar seu futuro. Afinal, a justiça social muito mais do que das leis ou do perdão da dívida externa, depende do grau de solidariedade do povo de uma nação.

Não basta arrepender-se do mal que se causou, mas também do bem que se deixou de fazer.

Quando estiver praticando a caridade ou sendo solidário com alguém, faça-o com alegria, com o coração aberto e um semblante radiante. Se praticada com um sorriso no rosto e amor no coração, a solidariedade tem o poder de transformar o mundo.

É preciso começar. Sim, começar!

Quando?... Agora mesmo. O tempo não espera por mim, nem por você.

Não espere acontecer. Faça acontecer. E seja muito mais feliz! (A autora é Ana Maria Marcondes Cesar - e-mail: anamariamcesar@uol.com.br)

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