Regional

Lavrador é assassinado em Agudos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - Acerto de contas. Esse pode ter sido o motivo que levou à morte o lavrador Éder Pereira, 24 anos, mais conhecido como “Branco”. Ele foi assassinado na noite de anteontem com dois tiros à queima roupa, dentro da casa da amásia Ana Paula de Oliveira Santos, 21 anos, no bairro Pampulha, em Agudos.

Na casa reside ainda a mãe de Ana Paula, Maria de Fátima Oliveira. De acordo com relato da Polícia Civil, os três estavam sentados à mesa, na cozinha, quando Pereira foi assassinado.

Segundo o delegado assistente Eron Veríssimo Gimenes, por volta das 20h15 duas pessoas entraram na casa de Pereira e foram falar diretamente com o lavrador. Sem tempo para se defender, Pereira recebeu um golpe por trás, popularmente conhecido como “gravata”, e em seguida foi atingido com dois tiros.

Os disparos, segundo as testemunhas, foram feitos por Róbson Monteiro, 19 anos, e atingiram as costas e um braço da vítima.

Pereira chegou a ser socorrido, mas morreu pouco depois, no pronto-socorro da cidade.

Após o homicídio, o principal suspeito fugiu pelos fundos da casa e, até ontem à tarde, ainda não havia sido localizado pela polícia. Além de Monteiro, a mãe dele, Adenice Pereira de Souza Monteiro, 49 anos, mais conhecida como “Denise”, também teria entrado na casa.

De acordo com as testemunhas, Adenice foi a primeira a entrar na casa. Sem pedir permissão, ela teria entrado, ido até a cozinha, onde estava Pereira, e perguntado se era ele quem havia estado na casa dela, no dia anterior, ameaçando o filho dela de morte.

Sem tempo de dizer uma só palavra, segundo as testemunhas, Monteiro - o filho de Adenice - entrou na cozinha, deu a “gravata” na vítima e atirou duas vezes, pelas costas.

Segundo o delegado Eron, estão sendo apuradas informações de que uma terceira pessoa - cujo nome não foi divulgado - teria participado do crime, embora de forma indireta.

“Todas as informações estão sendo verificadas. Nós estamos em diligência, numa ação conjunta com a Polícia Militar, desde o momento do crime”, informou o delegado.

Eron deve pedir hoje a prisão temporária dos três suspeitos. Segundo ele, as investigações estão bem adiantadas e o inquérito policial - considerado pelo delegado a melhor forma de apurar um crime - deve ser concluído em dez dias.

Segundo Eron, o principal suspeito teria chegado a Agudos há pouco tempo. Junto com a mãe, ele estaria administrando um bar, no bairro Pampulha.

Apesar do aparente acerto de contas, o delegado afirmou que as pessoas mais íntimas da vítima não souberam dizer qual seria o motivo do crime.

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