Polícia

Travesti é assassinado a tiro em terreno da Vila Aviação

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Um rapaz, que até as 22h de ontem não havia sido identificado oficialmente, que estava vestido como mulher, foi encontrado morto ontem à tarde em Bauru, em uma rua de terra na Vila Aviação. O travesti estava seminu, com a calça e calcinha abaixadas.

O corpo apresentava perfurações na altura do nariz e na região da orelha. Pela análise preliminar da Polícia Técnica, o ferimento no nariz foi causado por disparo de arma de fogo. Um outro travesti reconheceu a vítima como Micheli.

A delegada Marilda Pinheiro, que estava de plantão ontem à noite, pediu a necrópsia do corpo para esclarecer a causa da morte e identificar a vítima. “Pela posição do corpo e pela mancha de sangue encontrada a alguns metros antes, tudo indica que houve luta corporal”, diz.

A estimava da polícia é que o travesti foi morto entre a madrugada e manhã de ontem. Mas o corpo só foi encontrado no final da tarde. Um pedestre que passava pela rua de terra, que dá acesso à rodovia Marechal Rondon e à avenida Getúlio Vargas, observou uma mancha de sangue na beira da estrada, um par de sandália feminina e logo a frente, quase no meio do mato, viu o corpo.

Ele acionou a Polícia Militar e informou que uma mulher estava morta no local. Até a chegada da Polícia Técnica, os policiais acreditavam que a vítima era uma mulher. Além de estar usando roupas femininas, o rapaz tinha unhas longas, usava pulseiras e brincos e cabelos na altura dos ombros.

Ele vestia calça jeans, camisa vinho e bluza azul. Como a vítima parecia ser mulher, estava seminua e na região onde o corpo foi achado foram registrados vários estupros no ano passado, a primeira suspeita era de violência sexual seguida de homicídio.

Até as 21h de ontem, a Polícia Militar não tinha suspeitos da autoria e motivo do crime. O tenente Flávio Jun Kitazume, comandante interino da 1.ª Cia da Polícia Militar, explica que o primeiro passo é identificar a vítima.

O tenente João da Costa Duarte, comandante da Base Sul da Polícia Militar, lembra que, apesar do risco de passar pela rua de terra aberta no meio do mato, várias mulheres fazem o trajeto para encurtar caminho. “Na última reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) foi solicitada a iluminação dessas ruas”, conta.

Passam pelo local domésticas que moram em Agudos e trabalham em Bauru, que embarcam e desembarcam do ônibus na rodovia Marechal Rondon, e adeptos de caminhadas. “As pessoas devem evitar passar por essas ruas porque é um local ermo, perigoso”, orienta.

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