Entrelinhas

Entrelinha


| Tempo de leitura: 3 min

• 22 anos depois...

Depois de 22 anos filiado ao PMDB, o deputado federal Milton Monti, de São Manuel, deixou o partido e, em seguida, filiou-se ao PL. A ficha do parlamentar foi abonada pelo vice-presidente da República, José de Alencar. Os conflitos internos e disputas desgastantes dentro do PMDB foram os motivos alegados pelo deputado, que nunca escondeu sua pretensão de candidatar-se ao Palácio dos Bandeirantes ou ainda ao Senado. No PL, fica mais fácil, já que não há caciques históricos.

• Debandada geral?

Uma vez no PL, Monti disse que vai cuidar de estruturar o partido na grande região central do Estado, visando as eleições municipais do ano que vem. Esse já seria um caminho rumo às eleições de 2006. A saída de Monti do PMDB não deve ser a única. Analistas de plantão apostam que outros nomes estarão se desligando do partido nos próximos dias. O próprio deputado acredita que isso ocorrerá, só não quis enumerar os primeiros da lista.

• Afanasio Jazadji

O deputado estadual Afanasio Jazadji (PFL) estará hoje em Bauru para agradecer pelos 792 votos que recebeu. Às 13h ele falará com a imprensa, no Clube das Nações. A assessoria de Afanasio informa que ele discorrerá sobre verba liberada para o Centrinho, entre outros temas. Sem muito esforço, mas devido à visibilidade que tem, Jazadji obteve expressiva votação em Bauru, onde praticamente não fez campanha.

• Nem Marta aguenta

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), fez um requerimento inédito e inusitado à administração pública: a redução do valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de dois imóveis de sua mãe. Marta pediu a revisão do valor venal - usado para calcular quanto de imposto cada cidadão deve pagar pela propriedade - que segundo sua avaliação estaria alto demais, acima do valor de mercado.

• Pedido rejeitado

O processo foi deferido em novembro e estava em nome da mãe da prefeita, Noemia Smith de Vasconcelos. Um mês depois, o Diário Oficial publicaria novamente informações sobre o processo. Mas daquela vez foi o nome de Marta, e não o de Noêmia, que apareceu como responsável pelo processo, como procuradora de sua mãe. A Secretaria das Finanças, então, completou o ineditismo da situação indeferindo o pedido de revisão.

• Prefeitura 1 x 0 Marta

Os dois imóveis estão localizados na Avenida Paulista, num prédio comercial. Em um deles funciona um restaurante e em outro uma empresa de consultoria. Um está avaliado em R$ 137 mil e o outro em R$ 94 mil e são esses os valores que a cidadã Marta Suplicy questiona, mas que a secretaria manteve. Diante da negativa de seu pedido, Marta poderia ter entrado com recurso para que o processo fosse analisado novamente. Como ela perdeu o prazo, a Prefeitura venceu a disputa contra a prefeita.

• Recurso do IPTU

Em Bauru, há disparates no valor venal dos imóveis. Uns pagam pouco e outros pagam além da conta. Por isso, é possível o uso do recurso para pedir à Secretaria de Finanças uma revisão do cálculo. O vereador Toninho Garmes (PSDB) vai iniciar uma campanha de esclarecimento na próxima semana.

Comentários

Comentários