Piratininga - O vereador Carlos Alessandro de Matos (PSDB) está incomodado com a demora da Prefeitura de Piratininga em terminar a reforma do velório municipal. Desde o início das obras, há quatro meses, a população deixou de contar com um local fixo para velar os mortos. Ora utiliza-se o salão paroquial, ora as dependências do Rotary Club. Ora o ginásio de esportes.
Na opinião do vereador, antes de iniciar as obras, a prefeitura deveria ter calculado o transtorno para os moradores e feito a reforma em uma sala de cada vez - são duas, ao todo.
Isso, segundo ele, livraria a população da indefinição quanto ao local para velar os mortos e livraria também a prefeitura e a Câmara Municipal da cobrança dos moradores.
Mais conhecido na cidade como Sandro Bola, o vereador contou que tem sido insistentemente procurado por pessoas inconformadas com a atitude da prefeitura.
Segundo ele, a reforma do velório era uma antiga reivindicação da Câmara. Ultimamente, o local vinha apresentando vazamentos e infiltrações e necessitava realmente de uma intervenção do poder público.
“Mas só que a prefeitura fechou o velório e não definiu um outro local para que os mortos fossem velados. Então, quando as pessoas morrem, a família precisa correr atrás de um lugar para levar o corpo. É muito desagradávelâ€, criticou o vereador.
“O velório não pode ser totalmente fechado. É igual um posto policial ou um hospital. Ele serve em casos de emergência. E a população nos cobra por issoâ€, argumentou.
De acordo com as previsões do prefeito Odail Falqueiro (PFL), o velório municipal deve ficar pronto até o fim deste mês.
Mesmo inacabado, ele já pode ser usado pela população. Segundo o prefeito, das duas salas uma já está pronta. A outra está em fase final de acabamento.
Odail argumentou que não tinha como entregar a obra antes porque as reformas foram amplas e demoradas. “Nós mexemos em tudo e isso demora um pouco. Era preciso ter um pouco de paciênciaâ€, justificou o prefeito.
De acordo com o secretário Altino Alves, mais conhecido como “Marolo†e responsável pela reforma, o velório terá cinco banheiros, sendo três novos, e salas independentes.
Antes, a passagem de uma sala para outra era livre e as famílias acabavam se misturando quando coincidia de haver dois corpos sendo velados ao mesmo tempo.
Toda a obra, incluindo ainda a troca do piso, a colocação de azulejo até o teto, pintura, telhado e bancos novos, ventilador e luminárias, ficou em torno de R$ 15 mil, segundo estimativa do secretário.
Nesse valor, estão incluídos também o custo com a mão-de-obra e com material de construção.
Em 12 anos de existência, o velório municipal nunca havia passado por uma reforma antes, segundo informou o secretário.