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Interdição de ponte tem outro protesto

Da Redação
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Ontem pela manhã, dirigentes de associações de bairros das regiões do Núcleo Mary Dota e Distrito Industrial realizaram o enterro simbólico do prefeito municipal Nilson Costa, ironizando a interdição da Ayrton Senna. O trajeto está interditado desde o último dia 7, por causa de rachaduras que surgiram na fundação da obra.

A passeata levando o caixão teve início na avenida Marcos de Paula Rafael, no Núcleo Mary Dota e seguiu até a área interditada. Participaram do ato, a Associação de Moradores dos Núcleos Beija-Flor e Mary Dota (AMBM), a Associação de Moradores do Jardim Pagani (AMJP) e o Conselho de Moradores da Vila Tecnológica CMVT). Poucos moradores acompanharam a manifestação que foi anunciada somente na tarde de sexta-feira.

As pessoas que vivem próximas à ponte aderiram ao movimento. Luís Moreira, morador do Jardim Mendonça, apóia a iniciativa. “Não sabia do enterro, mas agora vou participar. Esta interdição tem atrapalhado meu trabalho que dependia exclusivamente desta ponte para dar certo”, diz. Moreira faz fretes e com o fechamento da ponte teve que aumentar o preço dos seus serviços porque gasta mais combustível.

O presidente da AMBM, Roberto Lima, diz que todos os dias cerca de 12 pessoas procuram a associação para reclamar da condição da ponte. “Os moradores precisam de um retorno da prefeitura que não tem dado resposta. Antes ele enterrado do que o povo soterrado”, afirma. Nivaldo da Silva que vive no Mary Dota diz que participou do ato simbólico por acreditar que o prefeito fez a ponte para ganhar a eleição.

Representantes populares acreditam que a prefeitura não poderia se omitir ou atribuir o erro à construtora. Eduardo José Faustino, presidente CMVT, diz que a interdição da ponte tem atrapalhado o dia-a-dia de muitos moradores e pede providências ao governo municipal.

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