Política

Previdência privada atrai os liberais

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Equanto a polêmica abordagem sobre o regime de previdência promete modificar a agenda política e cotidiana do brasileiro neste momento, uma alternativa de planejamento do futuro ganha há anos terreno no mercado de formação de fundos no Brasil: a previdência privada, ou complementar. Formada por grupos abertos e fechados (quando somente uma categoria pode aderir), a previdência surge como atração mais forte junto aos profissionais liberais.

A gerente de relacionamento da agência Azarias Leite do Banco do Brasil (BB), Dulce Antonia Garrocini Porfírio, confirma a boa fase dos negócios no setor. A evolução do volume de investimentos em carteiras previdenciárias privadas dá a dimensão para a participação do setor. â€œÉ um sistema de acumulação de recursos para a formação de uma reserva (provisão) que vai garantir o pagamento de uma renda complementar na aposentadoria concedida pelo governo”, define a executiva do BB.

A rentabilidade do sistema é atrativa não só pelo aspecto do planejamento para o futuro com complemento de renda. “A previdência privada conta com propostas de planos com pagamentos mensais adequados à renda, com possibilidade de resgate e desconto de até 12% sobre o volume aplicado no Imposto de Renda (IR)”, menciona.

A dedução do IR tem sido um dos principais fatores de procura pelos planos privados pela classe média e, sobretudo os profissionais liberais, contam os agentes. Outro aspecto que diferencia esse contrato da poupança é que a previdência privada contempla benefícios de risco para casos de invalidez ou falecimento do participante.

Outro argumento bastante difundido por quem vende o produto é a necessidade de garantir no presente o mesmo padrão de vida na aposentadoria. “O cliente escolhe a idade para se aposentar bem como o valor a ser recebido no futuro com a projeção de correção”, cita Porfírio. Nos planos da Brasilprev a idade mínima de resgate é de 50 anos.

Para cada situação, os planos fazem uma projeção de contribuição mensal em função do período escolhido, o valor e o início da aposentadoria planejada. Um trabalhador com renda anual de R$ 60 mil pode deduzir até R$ 7,2 mil do IR - isso além dos descontos tradicionais como de educação e médico feitos junto à Receita Federal. Nesse caso, a economia fiscal pode chegar a R$ 1.980,00 no ano. Para saber sobre cada uma das situações, basta consultar um agente de previdência privada de sua preferência.

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