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Ciclismo também é regido por leis

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Todo mundo sabe - mas muitos fingem não saber: a bicicleta é um meio de transporte como qualquer outro e tem que respeitar todas as normas de circulação determinadas pelo Código Brasileiro de Trânsito. As regras incluem desde uso obrigatório de alguns equipamentos até diretrizes de conduta e direção.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina (artigo 105) que são equipamentos de uso obrigatório em bicicletas a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.

De acordo com o comandante do Pelotão de Trânsito de Bauru, tenente Jorge Luís Dias, a Resolução 46/98 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) estabelece que o espelho deve ser acoplado ao gidão e que a sinalização noturna deve ser feita por retrorefletores. Na dianteira, nas cores branca ou amarela. Na traseira, cor vermelha. Para laterais e pedais, qualquer cor.

“A função destes refletores é garantir maior visibilidade desse veículo à noite. O motorista vai enxergar a bicicleta de longe.

Além disso, o CTB estabelece várias regras que devem ser seguidas por todos os usuários das vias terrestres - o que indiscutivelmente inclui os ciclistas. Dentre elas, a mais importante, segundo Dias, é respeitar toda a sinalização de trânsito existente: andar na mão de direção, pela direita, parar no cruzamento quando houver uma placa de parada obrigatória, parar ao semáforo vermelho.

â€œÉ muito comum em Bauru o ciclista andar na contramão pelo lado direito da via e atravessar no sinal vermelho. Também é comum vermos o ciclista andando sobre a calçada, o que também é rebatido pelo código de trânsito. Ele só pode andar pela calçada se estiver empurrando a bicicleta”, ressalta.

Na opinião do comandante, na prática, a maioria dos ciclistas não tem consciência de que ele faz parte do trânsito e que precisa seguir as regras como qualquer outro motorista ou pedestre.

“A gente sempre pega ciclista sobre calçadas, na contramão, fazendo ziguezague entre os carros e usando ‘magrelas’ totalmente peladas, sem nenhum equipamento obrigatório de segurança. Além das penalidades que pode sofrer, ele corre sérios riscos de sofrer um acidente”, observa.

Segundo Dias, só em 2002 foram registrados 275 acidentes envolvendo bicicletas. Oito ciclistas morreram e outros 30 tiveram ferimentos de graves proporções. Do total de veículos envolvidos em acidentes, 2,1% deles eram bicicletas.

Questionado sobre as causas destes acidentes, Dias é taxativo: desrespeito às normas de trânsito. “Falta de equipamento, desprezo à sinalização, pegar carona na traseira de outros veículos. A falta de responsabilidade no trânsito é a grande causa de acidentes”, reforça.

O aumento da gravidade dos acidentes levou a Polícia Militar a desenvolver uma campanha de conscientização voltada aos ciclistas. A campanha chama-se “Viva bem andando bem” e é uma parceria com a Prefeitura Municipal de Bauru (Emdurb/Transurb).

Desde novembro de 2002 policiais têm feito blitzes e palestras de orientação, veiculação de outdoors e busdoors com mensagens educativas, distribuição de cartilhas e adesivos, além de informes publicitários junto à mídia. A campanha continua até março deste ano.

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