Saúde

Alimentação segue regras

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Uma criança hospitalizada pode ter sua dieta restrita, dependendo do tratamento a que será submetida. Por isso, acompanhantes e visitantes não devem oferecer nenhum alimento ou bebida ao paciente sem antes consultar o médico ou enfermeiro.

“Isso vale até para a água. Um paciente que será submetido a uma cirurgia, por exemplo, tem que estar em jejum absoluto por várias horas. Jejum absoluto é absoluto mesmo”, salienta a supervisora de enfermagem da pediatria do Hospital de Base de Bauru, Débora Corrêa.

Ela conta que é freqüente o hospital ter que suspender uma cirurgia por quebra de jejum. “A mãe coloca o filho para tomar banho e ele toma água no chuveiro. Ou então ela descuida por um segundo e a criança corre ao bebedouro. Quando você vai ver, o paciente está com a barriguinha cheia e tem que cancelar a cirurgia”, observa.

Outra situação comum é os visitantes levarem salgadinhos do tipo chips e refrigerantes para o paciente internado. A criança pode estar com uma dieta restrita em sal, açúcar ou gordura e o alimento vai comprometer o tratamento. “O pior é que muitas vezes eles são avisados para não trazer e trazem escondido, sem saber que isso pode aumentar o tempo de permanência da criança no hospital”, adverte.

A enfermeira lembra que um dia a mais no hospital significa um dia a mais de risco de se contrair uma infecção hospitalar. Ela comenta que milhares de vírus e bactérias causadores das mais diferentes doenças circulam dentro de um hospital, por mais cuidado que se tenha com higienização e esterilização.

“Por tudo isso, a gente diz que orientação e informação são a base de uma pediatria. Pais bem-informados colaboram com o tratamento, o que acelera a recuperação e reduz a permanência do paciente no hospital”, completa.

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Infecção hospitalar

A infecção hospitalar é uma doença grave, de tratamento bastante difícil, causada por bactérias que se desenvolvem dentro do hospital e que, portanto, são mais resistentes ao tratamento. Essa doença tem cura, mas deve-se tomar uma série de cuidados para preveni-la, que são as chamadas práticas de higiene.

São regras simples, fáceis de serem seguidas e servem para proteger a nossa saúde e a da criança hospitalizada, principalmente contra os pequenos inimigos invisíveis que ficam flutuando no ar: as bactérias e os vírus.

Toda vez que pais e visitantes entram no hospital, é necessário:

• lavar as mãos;

• não sentar na cama do paciente;

• não comer de sua comida;

• não usar seus talheres;

• não usar o mesmo copo;

• não deixar cair no chão restos de comida

Seguindo todas estas regras estaremos colaborando para a prevenção e controle da doença e ajudando para que o pequeno paciente se recupere rapidamente e volte para casa. (Fonte: A Criança Hospitalizada - Manual de Orientação aos Pais)

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