O crescimento do município está levando a área urbana para os limites rurais. Com isso, algumas estradas municipais, que antes serviam apenas a uma população restrita de sítios e fazendas, agora estão recebendo em suas margens casas e, conseqüentemente, todos os problemas provocados pela urbanização.
De acordo com a diretora de estradas municipais da Secretaria de Obras, Marlene Costa Lima, uma prova disso é a estrada Santa Terezinha, que antigamente fazia a ligação entre os municípios de Bauru e Duartina. “Parte dela já está habitada e atende a zona urbana. Isso faz com que ela seja uma das mais problemáticas para nósâ€, afirma.
A via começa próximo a um conjunto habitacional recém-inaugurado, na região no Mutirão Leão 13. Em sua margem, muitas casas estão sendo erguidas e a estrada se transformou em rua, com movimento mesclado de carros e carroças.
O esgoto já escorre a céu aberto e as erosões começam a tomar conta da via. “Lá não temos vegetação para suportar as águas da chuva, o que propicia erosõesâ€, explica Marlene.
Ela diz que a solução seria a mesma utilizada nas ruas da cidade, ou seja, a construção de galerias de águas pluviais e uma futura pavimentação.
Outra estrada considerada problemática pela diretora é a Rio Verde, que liga Bauru a Reginópolis. “Ela é a maior de Bauru, com cerca de 25 quilômetros de extensãoâ€, diz.
Essa via também deverá ter o seu movimento aumentado em grande proporção no futuro, pois é a estrada que dá acesso ao novo aeroporto de Bauru, que está sendo erguido na divisa com Arealva.
Uma das poucas vias municipais asfaltadas é a que dá acesso ao Distrito de Tibiriçá. Apesar da pavimentação, ela é motivo de muitas reclamações por parte dos usuários. “Essa estrada está vergonhosa. É cheia de remendo e buracosâ€, diz o caminhoneiro Ideval dos Santos, que utiliza o caminho com freqüência.