Política

Entidades exigem cassação

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

As entidades sindicais que participaram ontem da lavagem simbólica das escadarias da Câmara Municipal exigem que a Comissão Especial de Inquérito (CEI) das compras peça a cassação dos vereadores envolvidos em denúncias de irregularidades.

Cerca de 50 pessoas participaram do ato simbólico, recheado por discursos e cobranças diretas a alguns vereadores, dentre os quais Osvaldo Paquito (PPS), que assumiu ter depositado em sua conta bancária cheque da Câmara Municipal nominal a empresa Volare Comércio e Obras Ltda.

O relator da CEI das compras, José Humberto Santana (PV), também foi citado nos discursos dos sindicalistas. Alguns deles queriam explicações dos motivos que levaram Santana a adiar a entrega do relatório da comissão de investigação, previsto para ontem.

A lavagem das escadarias chamou a atenção de populares que esperavam ônibus em frente à Câmara. Munidos de vassouras, detergente em pó e muita creolina, os manifestantes cobraram a presença dos vereadores no ato.

José Clemente Rezende (PSB) foi o único parlamentar que compareceu ao local para declarar seu apoio à manifestação. Um dos vereadores mais cobrados pelos manifestantes foi José Carlos Batata (PT).

Militantes petistas exigem que o parlamentar se posicione sobre as denúncias de irregularidades no Poder Legislativo. Batata não compareceu ao ato. Ele permaneceu no plenário da Casa, onde ocorria a eleição para as comissões permanentes.

Depois do ato simbólico de limpeza, os manifestantes lotaram a galeria da Câmara com faixas e cartazes pedindo punição aos vereadores envolvidos nas denúncias de irregularidades.

Ao som da frase de efeito “ô, ô, ô, queremos cassação”, deixaram o local. O presidente da Câmara, Renato Purini (PV), chegou a interromper os trabalhos, retomados logo após a saída dos manifestantes.

Policiais Militares acompanharam o ato. Não foi registrado nenhum incidente.

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