Economia & Negócios

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Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

• Construção civil

O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil paulista teve aumento de 1,51% em janeiro, se comparado ao mês anterior. O CUB é o índice oficial, calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon), que reflete a variação mensal dos custos do setor. De acordo com a entidade, a elevação em janeiro foi mais uma vez “puxada” pelo aumento dos preços dos materiais de construção, que tiveram reajuste médio de 2,36%.

• Insumos

Por outro lado, os custos das construtoras com mão-de-obra subiram menos: 0,78%. A média ponderada entre as variáveis resultou no CUB de 1,51%, com o metro quadrado passando para R$ 721,29. Em doze meses, a variação acumulada do CUB é de 13,65%. Dos 70 insumos da construção pesquisados pelo SindusCon-SP, 30 tiveram em janeiro variação superior aos 2,33% do IGP-M.

• Oligopólios

Entre os maiores aumentos nos materiais de construção, o SindusCon ressalta que se destacam aqueles fabricados por oligopólios. O óleo diesel, líder da lista, teve alta de 13,22%; a areia média lavada aumentou 11,31%; o vidro temperado 10mm subiu 10,95%; a chapa de compensado resinado 12 mm teve elevação de 8,87% e a massa para reboco aumentou 7,14%. Vale lembrar que as altas referem-se apenas ao mês de janeiro.

• Fim?

A última análise do mercado de Internet latino-americano, feita pela principal consultoria independente para tecnologia e telecomunicações no mundo, a Gartner Group, mostra que o provimento de acesso gratuito à rede nos países da região vai acabar. “Dentro de um ou dois anos, o modelo de negócios dos provedores gratuitos passará por um teste decisivo com o modelo pago”, diz o documento. “E o pago sairá vitorioso por vários motivos”.

• Motivos

Dos seis motivos apresentados para o fim da Internet grátis, dois estão relacionados à publicidade online, que sustenta a maioria dos provedores gratuitos. Hoje, pagos e gratuitos de todo o mundo disputam os 2% da publicidade mundial destinada aos veículos online. E os anunciantes estão ficando cada vez mais criteriosos na hora de decidir onde investir.

• Sem confiança

Pelo relatório do Gartner, os provedores gratuitos não são vistos como veículo ideal para anunciar, pois não podem fornecer aos anunciantes dados concretos sobre o número de usuários - e, por conseqüência, inexistem informações confiáveis sobre o perfil de quem os está acessando. A imprecisão dos dados, segundo o Gartner, deve-se à duplicidade de assinaturas, que faz da internet gratuita um “backup”.

• Argentina

Apesar dos provedores gratuitos terem colaborado para o aumento do número de internautas na região (5,8 milhões em 2002 contra 14,7 milhões em janeiro de 2003), eles não devem resistir à queda da receita de publicidade nem mesmo em países em que o modelo é um sucesso, como na Argentina. Lá, as centenas de provedores gratuitos não têm gastos com infra-estrutura e recebem das duas telefônicas locais parte da receita gerada pelo aumento do tráfego na rede.

• Dificuldades

Nos EUA e Canadá, o acesso gratuito à Internet desabou. O modelo de sustentação por meio de publicidade on-line provou ser equivocado quando as empresas da economia digital passaram a ser vistas, por volta de 2000, como um “mico financeiro”. Quem insistiu perdeu dinheiro e acabou fechando. Segundo dados do ano passado, dos 343 gratuitos americanos, pelo menos 316 fecharam as portas por dificuldades financeiras num intervalo de dois anos.

• Queixas

A Telefonica, campeã de reclamações no Procon de Bauru, comemora queda nos índices de queixa ao órgão no Estado. Segundo a empresa, o melhor resultado foi em Jacareí, onde conseguiu reduzir a zero as reclamações nos últimos dois meses de 2002 - a média mensal era de 30 queixas. No Interior, a empresa declara que conseguiu reduzir as reclamações em Sorocaba (28%), Bauru e São José do Rio Preto (ambas com queda de 21%).

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