Desde de que instalou um telefone em casa, há três meses, o casal Aparecido Donizete Prudente e Renata Alexandre da Silva Prudente está tendo problemas com cobranças em conta de ligações que eles alegam não ter feito.
Nos dois primeiros meses, as contas telefônicas ficaram acima de R$ 55,00. Na última cobrança, referente aos meses de dezembro e janeiro, a surpresa foi ainda maior: a fatura registrava R$ 118,85 referentes à Telefonica e R$ 31,37 provenientes da Embratel. Foram cobrados telefonemas para, entre outras cidades, Campo Grande (MS), Brasília (DF) e até Japão, além de diversos números de telefones celulares que Prudente e Renata afirmam desconhecer.
De acordo com Renata, que é dona de casa, ninguém além dos dois faz uso do telefone. “Já aconteceu de eu pegar o telefone e ouvir outras pessoas falandoâ€, declara. Ela conta que procurou a central de atendimento da Telefonica em Bauru, mas foi informada de que as ligações, de fato, foram feitas. Prudente suspeita que a linha pode ter sido clonada.
De acordo com a assessoria de imprensa da Telefonica, o serviço técnico da empresa constatou uma “falha†na rede externa da residência do casal, localizada na Vila Dutra. O problema já teria sido solucionado.
A assessoria informa que as ligações que o casal não reconhecer como dele serão deduzidos. Os valores a mais já pagos em contas anteriores serão creditados nas próximas.
A empresa não admite que a linha pode ter sido fraudada.
Para evitar casos de clonagem, a assessoria afirma que a Telefonica rastreia as ligações do telefone sob suspeita. Em caso de confirmação de fraude, o número do telefone pode ser substituído e, “no caso de ameaça à segurança públicaâ€, é registrado um Boletim de Ocorrência.
De acordo com a assessoria, “não há notícia†de casos de clonagem em telefones fixos.