Está desaparecida desde o último dia 24, a dona de casa Jaqueline Mireli dos Santos, 16 anos, e seu filho Rian dos Santos Pereira, 7 meses. Eles residem na quadra 1 da rua Miguel Galves, no Núcleo Gasparini.
No dia do desaparecimento ela saiu de casa às 9h30, com o menino em um carrinho de bebê, dizendo que ia até a casa de uma gestante doar roupas. Seu companheiro, Claudemir Pereira, pai do bebê, registrou boletim de ocorrência no 2.o Distrito Policial de Bauru, dois dias depois.
À polícia, ele declara que não houve nenhum desentendimento entre o casal e que sua mulher nunca demonstrou indícios de que deixaria sua casa. Jaqueline morava com Claudemir há um e seis meses.
O sogro da desaparecida, Teofones José Pereira, afirma que a moça já morou nas ruas de Bauru, que ela não tem documentos e nenhuma referência familiar. “Dizem que os pais dela moram em Avaré, mas desconhecemos endereço e o nome deles. Mesmo que fôssemos procurá-la naquela cidade não saberíamos por onde começarâ€, diz.
Teofones conta que a família já percorreu vários locais da cidade em busca de Jaqueline e Rian. “Nossa preocupação é grande porque ela é uma pessoa muito simples e saiu de casa sem nenhum dinheiroâ€, comenta. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais/ Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra).
O delegado-titular da unidade, J.J. Cardia, diz que o desaparecimento está sendo apurado desde o último dia 28. Mas até ontem à tarde, não foram encontradas pistas que levem a polícia até à mãe e à criança. “Em casos que a família não tem indícios de locais que o desaparecido possa estar a investigação fica mais complicadaâ€, diz o delegado.
Cardia explica que a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Pessoas Desaparecidas do Estado de São Paulo. “Todas as informações sobre a garota desaparecida estão cadastradas nesta central. Desta forma, ela pode ser identificada em qualquer cidade do Estadoâ€.
Jaqueline saiu de casa com uma blusa branca, saia preta e chinelos. Ela levava seu filho em um carrinho de bebê e algumas sacolas com roupas. Ela é magra, tem pele negra e 1,60 metro de altura. A família acredita que a moça tem parentes na cidade de Avaré.
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Comunicação deve ser rápida
O desaparecimento de pessoas deve ser comunicado à polícia assim que for confirmado que a pessoa deixou de cumprir atividades diárias, afirma o delegado J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais/ Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra).
“Alguns policiais afirmam que o desaparecimento é confirmado após 24 horas. Porém, consideramos uma pessoa desaparecida a partir do momento que ela deixa de cumprir suas atividades de rotina. Por exemplo, deixar de ir à escola ou ao trabalho, independente do tempoâ€, diz o delegado.
É importante que familiares ou responsáveis compareçam ao distrito policial e registrem a ocorrência com urgência. “O tempo é determinante nestes casos porque a pessoa pode estar em perigoâ€, diz.
A orientação é que a polícia registre imediatamente o caso e emita a descrição do desaparecido para Delegacia de Pessoas Desaparecidas do Estado de São Paulo, para que as investigações comecem o mais rápido possível.