Na sua apresentação aos jogadores do Noroeste, no centro do gramado do Estádio Alfredo de Castilho, antes do treino de ontem pela manhã, Marco Antônio Machado procurou ao máximo motivar o elenco.
Em sua quinta passagem como técnico do Noroeste, Marco Antônio falou da satisfação em retornar ao clube onde se projetou como jogador e onde iniciou a carreira de treinador. Para ele, a mudança na direção técnica é coisa muito natural.
“Seis treinadores já caíram em apenas três rodadas. Isso é natural e parece mesmo que faz parte. Se eu não conseguir bons resultados, também posso ser substituido e acharia normalâ€, afirmou Marco.
O substituto de Vítor Hugo fez um breve comentário sobre as dificuldades da Série A3, reconheceu que o time não está bem colocado, mas acredita na sua recuperação.
“Posso dizer que praticamente conheço bem o grupo. Alguns jogadores já trabalharam comigo e há outros, bem rodados. Com um bom entrosamento e muita tranquilidade vamos nos recuperar. Acredito no potencial do grupo. Não tenho a fórmula mágica e sim boa vontadeâ€, explicou, dizendo que técnico não ganha jogo.
“Quem ganha jogo é o atleta; treinador abre caminho, e assim, o sucesso da equipe depende mais de vocês que de mim. Quem escala o time é o treinador, mas prefiro dizer que vocês se escalam. O que estiver em melhor forma física e técnica entrará na equipeâ€, concluiu Marco Antônio Machado, 53 anos de idade, natural de Presidente Alves.
Marco Antônio foi o capitão do time noroestino em 1970, na conquista do título da Segunda Divisão, e em 78, no Campeonato Brasileiro. Como técnico começou a carreira em 1991, dirigindo os juniores do clube. Esteve à frente do elenco profissional em 1992 (Brasileiro da Série B e Paulistão), 94 (Série A2), 97 (Série A2), 2000 (Série A3). Assume agora o comando pela quinta vez.