Este é o lema da Campanha da Fraternidade de 2003, cujo tema é “A Fraternidade e as Pessoas Idosas.â€ É importante salientar a diferença entre ser velho(a) e ser idoso(a). Ser velho é ter perdido a noção do tempo, às vezes até do espaço, e o que é pior, ter perdido a dignidade por descuido, inépcia ou abandono. E além de tudo, velho é quem perdeu a felicidade de ser jovial (antigamente, no meu tempo, na minha mocidade). É triste, muito triste perder a jovialidade.
Ser idoso(a) é diferente, muito diferente de ser velho(a). O idoso é feliz quando se julga jovem há mais tempo, como costumava dizer o professor Almeida Sales. O idoso é produtivo; o velho é, ao contrário, dependente, por isso, improdutivo. É muito importante dizer que, digno de pena, digno de dó, é o idoso que se compraz em ficar remoendo a saudade; que se resigna em passar horas com outros resignados, à sombra de uma árvore a jogar dominó ou damas. E mais ainda, aquele que tem a infelicidade da rotina: acordar, tomar o desjejum, sentar-se na cadeira de balanço, almoçar, fazer a sesta, tomar o banho à tarde, esperar o jantar e sentar-se à frente da TV até que o sono o mande para a cama. Este idoso é velho, não idoso e mais digno de dó dos que estão abandonados nos asilos, pois o abandono dentro de casa, o abandono da família, é mais doloroso
Como é bom dizer como na canção francesa: Je ne regiette rien - Não me arrependo de nada. Para isso é importante ter vivido cada momento, cada dia, cada hora. Cada um de nós deveria ter como objetivo a esperança de poder viver a vida plenamente, com dignidade. (José Benedicto Pinto - RG:4.440.349).