• Varejo
O Índice de Preços do Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP), aponta que a inflação do setor em janeiro é a mais alta verificada desde 1995: 4,68%. A taxa ficou apenas 0,59 ponto abaixo da variação de dezembro, uma queda considerada pequena para o período, que tradicionalmente é de inflação baixa.
• Generalizado
De acordo com a Fecomércio-SP, o resultado é decorrente de aumentos generalizados na grande maioria dos itens apurados na pesquisa, pouco comuns para janeiro. Até este ano, o resultado mais alto já apurado em um janeiro foi de 1996, quando a inflação do varejo ficou em 1,48%. No primeiro mês de 2001, o índice de preços fechou em 0,95%.
• Grupos
Os grupos que apresentaram as maiores altas no varejo em relação à variação registrada em dezembro foram eletrodomésticos (6,30%), vestuário (7,36%), comércio automotivo (4,71%) e materiais de construção (7,05%). Por outro lado, os recuos mais expressivos ficaram por conta dos alimentos - com alta de 4,17% em janeiro, ante 8,36% em dezembro -, e dos calçados - o único grupo a registrar queda no mês: menos 3,97%.
• Dólar
Na opinião da assessoria econômica da Fecomercio SP, o IPV de janeiro mostra que os preços do varejo foram contaminados por causa da alta cambial. Além da interferência do dólar, também as variações climáticas estão colaborando para que os preços dos alimentos continuem altos. Da mesma forma, os itens de vestuário apresentam aumentos muito maiores do que se estima para o período, tradicionalmente de liquidações.
• Construção
O Índice Nacional da Construção Civil, referência para contratos públicos, registrou alta de 1,84% em janeiro, segundo o IBGE. O índice de janeiro de 2003 é 1,07 ponto porcentual menor que o registrado em dezembro de 2002 (2,91%) e praticamente retorna ao patamar de novembro de 2002 (1,86%). Os materiais de construção subiram 3,10%, ao passo que o custo da mão-de-obra permaneceu estável.
• Poluição
A redução do teor de álcool anidro de 25% para 20% na gasolina distribuída no País, além de estar provocando estragos no bolso do consumidor, deve representar um aumento de 34% nas emissões de monóxido de carbono (CO) e de 13% nas de hidrocarbonetos (HC), podendo representar uma piora na qualidade do ar da Região Metropolitana de São Paulo, neste próximo inverno.
• Injeção
A previsão de agravamento na poluição foi feita por técnicos do Departamento de Tecnologia de Emissões de Veículos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). De acordo com o presidente da instituição, Rubens Lara, a alteração nos índices de emissão ocorrerá, principalmente, com os veículos carburados, que não dispõem da tecnologia de injeção eletrônica.
• Bons pagadores
O Índice Telecheque de Bons Pagadores, divulgado desde o segundo semestre de 2002, mostra que no mês de janeiro o índice de pessoas que honram seus cheques no varejo foi 96,91%, uma queda de 0,6% em comparação com o mês de dezembro, e um pequeno acréscimo de 0,3% em relação a janeiro do ano passado. O índice de inadimplência nacional ficou em apenas 2,47% e roubados, 0,62%.
• Piores e melhores
Por segmento, o índice calculado pela empresa Telecheque apontou que as piores taxas de pagamento foram registrados no de Confecções (89,34% de bons pagadores) e no de Instituições de Ensino (90,18%). Os melhores índices de compromissos honrados foram registrados nos setores de Comércio Eletrônico (99,73%) e Agências de Turismo (99,43%).