No ano passado, a Secretaria Municipal de Agricultura, em conjunto com a Secretaria Municipal do Planejamento, demarcou os espaços no solo da rua Júlio Prestes para a Feira do Rolo e cadastrou os vendedores. Cynise Pereira Leite, secretário da Agricultura, acha que o controle da feira é o suficiente. “Extinguir é uma medida radicalâ€, diz.
Ele afirma que precisa analisar a proposta de Rodrigo Agostinho, mas ressalta que já existem regras para a feira. “Todos estão cadastrados, têm que ocupar os espaços demarcados e estar todos os domingos na feiraâ€, frisa.
Para o secretário, além dessas regras é difícil adotar outras para assegurar a origem dos produtos vendidos na Feira do Rolo. “Como nós vamos cadastrar e investigar a origem do material que é vendido? A maior parte é coisa usadaâ€, ressalta.
Ele não descarta a hipótese de produtos de furto ou roubo serem levados para a feira, mas acredita que a sistemática adotada pela secretaria ajuda a coibir. “Não posso garantir que não tenha produto de furto, mas isso a gente coíbe proibindo que vendedores eventuais montem barracas láâ€, diz.
De acordo com Leite, pessoas não cadastradas não podem montar barracas na Feira do Rolo. “Nós temos fiscais lá para verificar quem está vendendo. Temos inclusive uma fila de espera de interessados em vagaâ€, conta.
Na opinião do secretário, a extinção da feira é uma medida extrema. “Além da feira ser tradicional, é fonte de renda de muitas pessoasâ€, afirma. Ele explica que é dada autorização para realização da Feira do Rolo somente na rua Júlio Prestes. Na rua Gustavo Maciel é feita a feira de hortifrutigranjeiros, com 180 cadastrados.