Economia & Negócios

Economia & Negócios

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

• Disputa

O Brasil abriu ontem uma disputa na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra os EUA. O motivo: subsídios americanos à produção e exportação de algodão. O caso foi remetido a Genebra, depois do aval dos ministros que compõem a Câmara de Comércio Exterior (Camex). O pedido brasileiro será tratado na reunião do Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, no dia 19.

• Agressivo

Somada à instrução para que os técnicos do governo finalizem os estudos e apresentem um painel (comitê de arbitragem) contra a política açucareira da União Européia (UE), a decisão tomada na primeira reunião dos ministros da Camex desde a posse do governo Lula indica que o País será mais agressivo e menos emocional em relação aos possíveis contenciosos, principalmente contra os “peso-pesados”.

• Perdas

A queixa do Brasil diz respeito à política de subsídios norte-americana para a produção e as exportações de seu setor, previstas pela Farm Bill, a lei agrícola do país, e aos danos causados aos produtores brasileiros, como a queda da cotação internacional do algodão. Cálculos preliminares da embaixada do Brasil em Washington mostram que os prejuízos à cadeia produtiva brasileira que depende desse produto como matéria-prima somaram US$ 640 milhões apenas em 2001.

• Desestímulo

De acordo com as previsões do governo brasileiro, se a atual política americana para o algodão for mantida haverá desestímulo à produção nacional e sério risco ao projeto do País de alcançar auto-suficiência no fornecimento do produto. Por conta dos subsídios americanos, a colheita de algodão em 2002 sofreu redução de 150 mil toneladas.

• Tarifa

A americana Merrill Lynch divulgou ontem um relatório que aponta uma previsão de aumento das tarifas de energia entre 25% a 30% neste ano. O reajuste se deve à revisão prevista para acontecer a cada cinco anos e vai considerar o repasse da produtividade das empresas para o consumidor, o chamado Fator X. O relatório lembra que o governo anuncia hoje a previsão de revisão das tarifas da Cemig, CPFL, Cemat e Enersul e “indica” que o ideal seria “adiar” esta divulgação.

• Fator X

A indicação da Merrill Lynch é de que o mercado está preocupado com a definição das mudanças previstas pelo governo para o setor elétrico e quanto tempo elas levarão para ser implantadas. Neste primeiro grupo de empresas a passar pelo processo de revisão tarifária, a instituição aponta que será importante destacar o porcentual do ajuste e a forma utilizada pelo governo para tratar temas importantes como a definição apropriada do fator X.

• Servidores

A HP liderou o mercado mundial de servidores no último trimestre de 2002, com participação de 29,7%. Os dados, preliminares, foram divulgados no final de janeiro pelo instituto de pesquisa Gartner Dataquest. A HP está à frente do segundo colocado com 10,5 pontos percentuais. Além disso, a companhia recuperou a posição número 1 no que se refere à entrega de servidores nos EUA.

• Álcool

Lula e o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, alcançaram o objetivo do governo na reunião com os usineiros, realizada ontem em Brasília. O acordo retoma o que havia sido estabelecido em 15 de janeiro, isto é, o valor do litro do álcool não deve ultrapassar 60% do valor da gasolina. A “desculpa” da Unica, a associação da indústria canavieira, foi a de que alguns membros passaram dos limites.

• Duplo

Os usineiros haviam se comprometido a vender o litro do álcool combustível a R$ 0,90, mas o produto estava sendo vendido a até R$ 1,20. A título de comparação, uma fonte ligada ao setor declarou a esta coluna que o custo de produção do álcool varia de R$ 0,25 a R$ 0,35. A informação é de que hoje as usinas estão com muito álcool estocado. Porém, no final do ano, alegando escassez, poderão pedir financiamento para manter os estoques - do álcool que já está lá.

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