Tribuna do Leitor

Recinto de nosso trabalho, eis o nosso santuário


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Li o artigo no JC denominado "Em Nome de Deus?", de Ricardo Alexino Ferreira. Ele descreve muito bem o tema religioso. Como sou católica, vou comentar somente sobre a minha, pois não posso falar sobre as outras crenças. Nossa comumidade católica está se modernizando demais depois que abriu espaço para os padres, pois estes não têm mais restrições, vivem suas vidas como um leigo qualquer. E por isto estão sujeitos a críticas e cobranças, o que é justo. Pois cada um no seu lugar. O padre Marcelo Rossi, da Renovação Carismática Católica, está sendo alvo de notícias não agradáveis, teve seu nome envolvido com discriminação homossexual e talvez com a cor negra, pois a vítima também era negro. Em novembro/02, o ator Jorge Laffond se viu vítima da discriminação, ao ser convidado a se retirar do palco, enquanto o padre Marcelo apresentava-se no SBT - Progama Legal. Ora, se o padre sobe aos palcos das tvs, canta e dança junto de todos os astros, estrelas e bailarinas, por que não pode ele apresentar-se no mesmo palco em que pisava o ator? Negro e homossexual?! Afinal, o padre é quem estava invadindo o recinto de trabalho do ator. Isto foi não só mais uma discriminação, mas também desrespeito com o ator, por ser discriminado no seu trabalho, pois o recinto de nosso trabalho do dia-a-dia é nosso santuário. Isto é sagrado! E lugar de padre é na Igreja, que é seu santuário certo. A Bíblia diz que nem todos que usam o nome de Deus entrarão no Reino dos Céus. Também cita que o verdadeiro cristão não pode ser falso, invejoso, hipócrita, preconceituoso e mesquinho. E nem deve carregar consigo ódio ou rancor. Parabéns, Pedro Valentim e Ricardo A. Ferreira, por abordarem este tema muito bem. Jorge Laffond: descance na paz de Deus. Senhor! Perdoa-nos, não sabemos o que fazemos. (Iris Linhares Ferreira de Mello - RG: 5347238)

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