• Automóveis
A produção brasileira de veículos automotivos cresceu 18,1% entre janeiro de 2002 e janeiro deste ano. No mês passado, foram produzidas 146.656 unidades, contra 124.143 em janeiro do ano passado. Já em relação a dezembro, quando a produção foi de 136.889 veículos, houve aumento de 7,1%. Os dados foram divulgados hoje pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
• Atacado
Por outro lado, a Anfavea divulgou que as vendas internas de veículos nacionais e importados no atacado caíram 3,8% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. No mês passado, foram comercializados 86.487 veículos nacionais e importados no atacado, contra 89.904 em igual mês de 2002. Na comparação com dezembro, porém, as vendas diminuíram 20,23%.
• Reunião
Representantes do setor automobilístico querem marcar um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da Anfavea, Ricardo Carvalho, disse que ainda não há data definida nem uma pauta específica para ser discutida nesta reunião. Ao que tudo indica, a conversa será sobre taxa de juros - que no patamar em que está (25,5%) retrai as vendas.
• Pedidos
O aumento dos preços das matérias-primas do setor automobilístico também deverá compor a pauta da reunião com Lula. O presidente da Anfavea disse que elevações no valor do aço e do plástico prejudicam não só a produção de carros, mas também de diversos segmentos da economia. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) também poderá ser discutido.
• Brinquedos
A Mattel, maior fabricante de brinquedos do mundo, anunciou que teve faturamento de US$ 4,89 bilhões em 2002, cifra 4% superior aos US$ 4,69 bilhões registrados em 2001. O lucro operacional teve elevação de 14%, para US$ 783,7 milhões. Em bases regionais, as vendas brutas tiveram aumento de 1% nos EUA, seu país de origem. Nos mercados internacionais, as vendas brutas elevaram-se 12%.
• Caixa livre
Para este ano, o conselho de administração da Mattel estabeleceu como meta algo entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão em caixa, de forma a manter a relação entre a dívida e o capital total da empresa em 25%. Os investimentos anuais somarão até US$ 200 milhões. Se esse cenário vingar, a Mattel poderá gerar mais de US$ 1,5 bilhão de caixa livre nos próximos três anos. No Brasil, a Mattel alcançou a meta de 2002: representar 1% do faturamento global da companhia.
• Celulose
A Votorantim Celulose e Papel (VCP) fechou o quarto trimestre de 2002 com quebra do recorde de lucro líquido: R$ 194 milhões, 102% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. No último trimestre de 2002, a empresa registrou uma receita líquida de R$ 546 milhões (28% a mais), geração operacional de caixa de R$ 245 milhões (43% a mais), com uma margem sobre a receita líquida de 45% contra 42% do mesmo período de 2001.
• Câmbio
O diretor presidente da VCP, Raul Calfat, declarou que o lucro recorde foi impulsionado “pelo efeito do aumento de câmbio nas exportações, melhoria de mix de produtos e pelo resultado da equivalência patrimonialâ€. Do volume vendido no quarto trimestre de 2002, 59% foi orientado para o mercado interno e 41% ao externo. Apesar do volume total ter decrescido 6%, o aumento de 2% do volume de celulose foi suficiente para compensar a queda de 10% do volume de vendas de papel.
• Têxtil
O Texbrasil, um programa da cadeia têxtil formado pela Agência de Promoção de Exportações (Apex) e pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), informou que as empresas brasileiras do setor voltaram com bons resultados de Medellín, Colômbia, onde expuseram na Colombiatex, uma das maiores feiras de tecelagem da América Latina. Segundo pesquisa realizada pela Abit com os expositores brasileiros, 62% fecharam negócios.