Economia & Negócios

Pensionatos resistem ao tempo

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Há cerca de dez anos, os pensionatos eram uma das principais opções de moradia para quem vinha de outras localidades estudar em Bauru. Com o aumento da oferta de apartamentos e kitnetes voltados para esse nicho de mercado, esse tipo de negócio foi perdendo forças junto aos estudantes e ficando vazio.

Mesmo assim, há pessoas que ainda têm na locação de vagas para estudantes um grande filão econômico para aumentar a renda da família.

Uma pessoa entrevistada pelo jornal, que não quis divulgar o seu nome, diz que aluga quartos em sua casa para abrigar os alunos das universidades. “O meu aluguel é muito alto e, para ajudar nas despesas, eu loco o quartinho dos fundos para estudantes”, diz a entrevistada.

Como a sub-locação é uma atividade ilegal no seu contrato de aluguel, essa pessoa preferiu não se identificar.

Sônia da Conceição Bueno entrou no mercado de pensionatos no ano passado. Ela transformou uma casa que possui, no Núcleo Geisel, em moradia para universitários e está satisfeita com o resultado. “Das dez vagas que ofereço, seis estão ocupadas desde o ano passado”, comenta.

Ela diz que a localização - próxima à Unesp - e a qualidade de vida do bairro são os principais atrativos para os estudantes.

Além disso, o preço e a comodidade facilitam a vida de quem chega de fora para estudar. A mensalidade é de R$ 150,00, incluindo a taxa de energia elétrica, e o cliente não tem que se preocupar com mobília. “O estudante fica mais sossegado para se dedicar à faculdade, pois não precisa assumir a responsabilidade de administrar a casa em que mora”, explica.

Outra vantagem apontada por ela diz respeito à segurança do universitário. “Nós somos como mães para esse pessoal. Tomamos conta quando estão doentes, ajudamos no que for preciso e os pais confiam muito no nosso trabalho”, conta.

A proprietária de outro pensionato, Neide Aguirra, confirma essa premissa. De acordo com ela, na pensão os estudantes podem contar com mais conforto e tranqüilidade. “Nós até vamos levar e buscar na rodoviária quando é necessário”, explica.

Apesar de todas essas vantagens, ela afirma que os universitários não ficam muito tempo na hospedaria. â€œÉ só até eles conhecerem os novos amigos. Um mês depois de chegarem na cidade, os estudantes começam a montar repúblicas e saem da pensão”, destaca.

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