Política

Fórum Mundial reforça inclusão social

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Troca de experiência e enriquecimento cultural. Esse foi o material que os estudantes e professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) câmpus de Baurudizem ter trazido da sua participação no Fórum Mundial de Educação e no Fórum Social Mundial, ambos realizados no mês passado, em Porto Alegre.

Para a professora Mara Simão, sub-coordenadora do Núcleo de Ensino do câmpus de Bauru, o engajamento na temática da inclusão social é de extrema importância para os universitários. “Eles serão formadores de opinião e devem deixar transparecer essa formação cultural”, diz.

De acordo com ela, os alunos ficaram dez dias na capital gaúcha. Primeiro, eles participaram do Fórum Mundial da Educação. “Nós apresentamos 17 painéis de projetos desenvolvidos pela universidade”, diz.

Um deles foi o dos alunos do curso de comunicação social, com habilitação em jornalismo. Eles apresentaram o jornal comunitário que fazem no Núcleo José Regino. “Foi importante mostrar como é a nossa integração com a comunidade, na tentativa de formar um movimento participativo”, explica a aluna Poliana Aleixo Zilli.

Aléssio Esteves, também estudante de jornalismo e membro do Diretório Acadêmico Di Cavalcanti (Dadica), explica que foi organizado um debate no final dos painéis, com o objetivo de tirar propostas para o futuro da educação do País. “O consenso foi de que está na hora da comunicação se aliar à educação para combater a cultura de massa e valorizar a regionalização da informação”, explica.

Tiago Rocha Pinto, aluno do curso de psicologia da Unesp, conta que expôs no Fórum o projeto Casa Abrigo Família de Nazaré, que é um trabalho realizado junto à entidade de Bauru. “Houve uma grande interação das pessoas com o projeto e isso é estimulante”, diz.

Os estudantes destacam que a grande tônica do evento foi a valorização do ensino público. â€œÉ de grande importância que se preserve e invista na educação pública, para que mais pessoas possam ter acesso a um ensino de qualidade”, explica Aléssio.

Fome

Do Fórum Social Mundial, a impressão trazido pelos alunos e professores da Unesp foi a melhor possível. Poliana destaca que, ao contrário do que chegou a ser divulgado, o evento não é apenas uma reunião de utópicos e sonhadores. “As pessoas foram para mostrar o que já estão fazendo para tornar o mundo ainda melhor. Isso é um incentivo para que haja mais participação da sociedade em torno do movimento social”, destaca.

Ela diz também que foi importante conhecer o outro lado de situações que, geralmente, são expostas apenas de forma parcial. A estudante conta que participou da Marcha Mundial das Mulheres e pôde perceber que esse não é um movimento apenas feminista, mas sim, um projeto que abrange causas sociais. â€œÉ uma luta pela igualdade das pessoas de forma geral”, salienta.

Fábio Negrão, professor do curso de Comunicação Social da Unesp, diz que, o que mais chamou a sua atenção, foi o fato das pessoas estarem demonstrando novas posturas para problemas antigos. “A fome, por exemplo, agora é vista como uma questão de segurança nacional.”

A empolgação ao relatar as histórias que viveram e as informações que colheram mostra o quanto os alunos e professores se envolveram com a viagem e os dois eventos. Eles acreditam que melhoraram a sua visão do mundo e trouxeram um repertório que pode ser aplicado nas suas atividades como futuros jornalistas, psicólogos ou educadores.

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