Troca de experiência e enriquecimento cultural. Esse foi o material que os estudantes e professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) câmpus de Baurudizem ter trazido da sua participação no Fórum Mundial de Educação e no Fórum Social Mundial, ambos realizados no mês passado, em Porto Alegre.
Para a professora Mara Simão, sub-coordenadora do Núcleo de Ensino do câmpus de Bauru, o engajamento na temática da inclusão social é de extrema importância para os universitários. “Eles serão formadores de opinião e devem deixar transparecer essa formação culturalâ€, diz.
De acordo com ela, os alunos ficaram dez dias na capital gaúcha. Primeiro, eles participaram do Fórum Mundial da Educação. “Nós apresentamos 17 painéis de projetos desenvolvidos pela universidadeâ€, diz.
Um deles foi o dos alunos do curso de comunicação social, com habilitação em jornalismo. Eles apresentaram o jornal comunitário que fazem no Núcleo José Regino. “Foi importante mostrar como é a nossa integração com a comunidade, na tentativa de formar um movimento participativoâ€, explica a aluna Poliana Aleixo Zilli.
Aléssio Esteves, também estudante de jornalismo e membro do Diretório Acadêmico Di Cavalcanti (Dadica), explica que foi organizado um debate no final dos painéis, com o objetivo de tirar propostas para o futuro da educação do País. “O consenso foi de que está na hora da comunicação se aliar à educação para combater a cultura de massa e valorizar a regionalização da informaçãoâ€, explica.
Tiago Rocha Pinto, aluno do curso de psicologia da Unesp, conta que expôs no Fórum o projeto Casa Abrigo Família de Nazaré, que é um trabalho realizado junto à entidade de Bauru. “Houve uma grande interação das pessoas com o projeto e isso é estimulanteâ€, diz.
Os estudantes destacam que a grande tônica do evento foi a valorização do ensino público. â€œÉ de grande importância que se preserve e invista na educação pública, para que mais pessoas possam ter acesso a um ensino de qualidadeâ€, explica Aléssio.
Fome
Do Fórum Social Mundial, a impressão trazido pelos alunos e professores da Unesp foi a melhor possível. Poliana destaca que, ao contrário do que chegou a ser divulgado, o evento não é apenas uma reunião de utópicos e sonhadores. “As pessoas foram para mostrar o que já estão fazendo para tornar o mundo ainda melhor. Isso é um incentivo para que haja mais participação da sociedade em torno do movimento socialâ€, destaca.
Ela diz também que foi importante conhecer o outro lado de situações que, geralmente, são expostas apenas de forma parcial. A estudante conta que participou da Marcha Mundial das Mulheres e pôde perceber que esse não é um movimento apenas feminista, mas sim, um projeto que abrange causas sociais. â€œÉ uma luta pela igualdade das pessoas de forma geralâ€, salienta.
Fábio Negrão, professor do curso de Comunicação Social da Unesp, diz que, o que mais chamou a sua atenção, foi o fato das pessoas estarem demonstrando novas posturas para problemas antigos. “A fome, por exemplo, agora é vista como uma questão de segurança nacional.â€
A empolgação ao relatar as histórias que viveram e as informações que colheram mostra o quanto os alunos e professores se envolveram com a viagem e os dois eventos. Eles acreditam que melhoraram a sua visão do mundo e trouxeram um repertório que pode ser aplicado nas suas atividades como futuros jornalistas, psicólogos ou educadores.