Está montado no país um esquemão para lesar, para extorquir, para roubar o infeliz proprietário de qualquer veículo, que só cresce a cada dia. A coisa começa na afrontosa carga de impostos que recai sobre o veículo na hora da compra, passa pelos preços cartelizados dos combustíveis adulterados, pelos absurdos custos de manutenção e de licenciamento, no qual está incluso o seguro obrigatório que faz a alegria das seguradoras, transita pelas auto-escolas, clínicas de exames médicos e delegacias de trânsito, onde o otariado pasta para obter ou revalidar sua habilitação, e acaba numa escandalosa rede de pedágios nas estradas, nos radares da mais nova e altamente lucrativa indústria de multas, no cartel dos estacionamentos particulares e no dos regulamentados das ruas e avenidas das cidades, que acarreta três pontos na carteira do motorista que ultrapassa o tempo de permanência nesses locais e engorda a contagem que o atirará num outro ciclo de saques e extorsões, especialmente elaborado para amestrá-lo. Apesar do trânsito ser um generoso ítem da pauta de arrecadação, o insaciável poder público, patrocinado pela imoralidade legislativa e pela pusilanimidade das “autoridadesâ€, caminha a passos largos para a debacle, deixando claro que continuará fazendo concorrência desleal para os batedores de carteiras. Nesse esquemão, fica mais barato sustentar esses últimos. (Silvio de Barros Pinheiro - OAB/SP. 68797)
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