Saúde

Pernilongos também preocupam

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

O período de chuvas também favorece a reprodução dos pernilongos, que aumentam muito nesta época. Mais do que zunidos e picadas incômodas, estes insetos trazem consigo o perigo da transmissão de doenças. Entre eles, o que mais preocupa a saúde pública é o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela.

O mosquito sadio é inofensivo ao ser humano. Porém, se ele pica uma pessoa doente, ele contrai o vírus e passa a transmiti-lo para outras pessoas picadas. Quanto mais mosquitos, maior o risco de circulação da doença.

A fêmea do Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes onde há água limpa e parada. Quando os ovos eclodem, as larvas caem na água, onde ficam até tornarem-se adultas. Em períodos de chuva, qualquer recipiente que possa acumular água pode servir de criadouro para o inseto.

De acordo com a diretora do Departamento de Saúde Coletiva de Bauru, Maria Helena de Abreu, para evitar a proliferação do pernilongo é preciso eliminar estes recipientes.

Garrafas, baldes, bacias e latas devem ser guardados com a boca virada para baixo. Calhas devem ser limpas regularmente para não entupir e formar poças de água e a caixa de água deve ser desinfetada periodicamente e mantida bem fechada. “O Aedes aegypti se reproduz em qualquer coisa que tenha água, até mesmo numa tampinha de garrafa ou numa casca de ovo”, observa a médica.

Além de cuidar de quintais e telhados, é preciso ter cuidado com a água acumulada dentro de casa. Plantas aquáticas devem ser substituídas por outras terrestres. Os vasos não devem ter pratos para armazenar água. Ralos, pias, vasos sanitários e trilhos de boxe devem receber um pouco de água sanitária após cada uso e devem ser mantidos tampados, quando possível.

Na opinião do médico infectologista Marcelo Pesce Gomes da Costa, é impossível acabar com o mosquito, mas é preciso reduzir sua proliferação para um “nível tolerável”, de modo que se possa administrar a situação sem correr o risco de uma epidemia. “Quando começa a chover e a quantidade de mosquitos aumenta muito, a disseminação da dengue tende a ficar incontrolável”, ressalta.

O vírus da dengue causa vasodilatação em todo o organismo humano. Os primeiros sintomas são semelhantes aos de uma gripe: dor de cabeça e nas articulações, febre, fraqueza, falta de apetite, manchas vermelhas sobre a pele. Como toda virose, ela tende a passar em até uma semana.

A doença, porém, pode manifestar-se na forma hemorrágica, que pode matar em poucas horas se o paciente não for tratado e medicado a tempo. A dengue hemorrágica acomete, principalmente, pessoas que já contraíram outra forma da doença anteriormente.

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