O período de chuvas ainda vai se estender pelos dois próximos meses. De acordo com a meteorologista do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (Ipmet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Zildene Pedrosa de Oliveira, até o final de março muita água ainda pode cair. “Existe a possibilidade de grandes temporais para os próximos mesesâ€, destaca.
De acordo com ela, todo verão o fenômeno das águas se repete e as pessoas não estão livres das fortes chuvas. “Nós já tivemos uma, que não foi tão intensa em quantidade, mas em freqüênciaâ€, diz.
Ela está se referindo à precipitação do dia 24 de janeiro, que deixou muitas ruas de Bauru alagadas.
Segundo informações do Ipmet, nesta época do ano é comum ocorrer pancadas de chuva no período da tarde, com intensidade forte, de curta duração, acompanhada de trovoadas, descargas elétricas e rajadas de vento.
Este ano, em particular, o planeta está enfrentando o fenômeno El Ninho, responsável pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Ele está provocando excesso de chuva no sul do País e escassez em grande parte da região Norte.
De acordo com a previsão do Ipmet, neste mês, o Estado de São Paulo deverá receber entre 120 e 300 milímetros de chuvas, valores considerados um pouco abaixo da média registrada na região neste período do ano.
Para atender possíveis desabrigados pelas chuvas, a Defesa Civil de Bauru possui um “plano caseiroâ€. De acordo com Álvaro de Brito, as pessoas que têm problemas com as suas residências geralmente são levadas para casas de parentes ou amigos, enquanto se busca uma solução definitiva para o caso. “Essa é uma tendência mundial. É melhor que as pessoas fiquem abrigadas junto aos familiares do que em ginásios de esportesâ€, explica.