Ser

Minha história: O homem da minha vida


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Eu tinha apenas 14 anos, estava curtindo a minha adolescência, não tenho muita idade ainda, mas pelo meu sofrimento sei que já vivi muito mais do que deveria.

Quando o conheci, eu estava na melhor fase da minha vida, foi em uma grande festa, onde ninguém estava ligando pra nada, inclusive eu, estava sossegada e ele me aparece com a maior “cara de pau” e fala: “Estava procurando você”. Ele estava tão desligado quanto as outras pessoas da festa.

Conversamos e acabamos ficando juntos. Foi legal, ele fez o meu tipo, me diverti muito. Mas ele tinha 23 anos e eu com certeza era apenas mais uma na vida dele. No começo, ele também era apenas mais um pra mim, mas depois começaram as coincidências.

Começamos a nos ver mais, tínhamos amigos em comum, ficávamos sempre, muitas vezes, mas não era bem aquilo que eu queria. Só que eu fui levando, era muito bom estar com ele, beijá-lo e abraçá-lo, conversar, tudo era bom e eu não me dava conta, porque pra mim ele não tinha muita importância. Hoje em dia é tudo o que me importa!

Isso torna tudo mais difícil pra mim. Ele pode até ter esquecido, eu jamais esquecerei. Foi um tempo muito bom pra ser esquecido facilmente. Há dias em que o sofrimento e o desespero são tão intensos, por causa das lembranças, que choro durante horas seguidas, me perguntando o que eu fiz de errado, por que tudo não pode ser como era antes?

Sofro tanto que ninguém consegue me entender. Todos acham que logo passa, nunca passará. Ele foi o cara mais importante pra mim, agora então calei-me. Depois de tudo o que já passei, só restou calar-me.

Houve tantas coisas no nosso caminho, pessoas, desencontros, atitudes, tudo impedindo que se tornasse um grande relacionamento. Hoje o que faço é esperar. Um dia ele vai querer e precisar ser feliz, e eu estarei aqui em forma de felicidade. Aí, então, nada, nem ninguém vai mais impedir nossa felicidade. Eu espero o quanto precisar.

Mas eu sei que tanto tempo pensando, chorando, amando sem ser correspondida, não pode ser à toa. Com certeza, Deus está reservando-o pra mim, na sua melhor época, pra que ele me faça muito feliz, pois eu o farei.

“Ninguém sabe a mágoa que trago no peito, quem me vê sorrindo desse jeito nem se quer sabe da minha solidão...” (Lecy Brandão)

Tudo bem, tantas pessoas já passaram na sua vida dele, como na minha também, não sei por que seria eu a escolhida, mas mesmo sem eu querer, ele foi o meu escolhido.

O nome do meu amor? Fabrício. Hoje, ele namora outra pessoa, mas como já disse estou à sua espera. Quero muito que ele leia isso e saiba ainda mais o quanto o amo. É amor demais e muito sincero, como ninguém jamais o amou ou amará.

Fabrício, eu te amo muito!

Nathália

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