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Agência japonesa de cooperação firma intercâmbio com o Brasil para cursos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor geral da Japan International Cooperation Agency (Jica), agência japonesa de cooperação internacional, Hyogen Komatsu, esteve ontem em Bauru para falar sobre o intercâmbio entre o Brasil e o Japão realizado através da instituição. A cooperação bilateral gera o oferecimento de bolsas de estudo para brasileiros no Japão e o envio de técnicos japoneses para o oferecimento de cursos em diversas áreas técnicas no Brasil.

Segundo Komatsu, 180 pessoas vão ao Japão todos os anos através da agência pelo acordo de cooperação e 50 japoneses vêm para o Brasil como voluntários para dar cursos na área pedagógica. “Outras 220 pessoas vão ao nosso país todo ano para fazer treinamento em áreas como informática, comunicação e novas tecnologias. 60 peritos japoneses também ficam no Brasil coordenando cursos de formação”, conta.

Os peritos vêm atuando em instituições como o Senai, Embrapa, Sabesp e universidades. Atualmente, a Jica trabalha com um projeto na área de segurança.

Komatsu conta que o projeto envolve um conceito comunitário de segurança. “No Japão é comum a presença de pequenos postos policiais, com apenas três profissionais, fixados em bairros. Isso promove aproximação do profissional de segurança com a comunidade, dá agilidade ao sistema e oferece mais tranqüilidade para a população”, conta.

As ilhas que formam o país oriental contam com uma população de 120 milhões de pessoas. A alta densidade populacional é explicada pela pequena área territorial. O Japão corresponde em área ao Estado de São Paulo. “No Brasil o projeto teria que ser orientado mais para as áreas de grande concentração, os centros urbanos, integrando a comunidade com os policiais em pequenos postos espalhados pelos bairros”, comenta.

Para o desenvolvimento do projeto, a cada ano seis policiais militares estão permanecendo no Japão para um estágio e dois policiais japoneses vêm aqui treinar outros PMs. “As bases policiais são de pequeno porte, construídas com dinheiro da própria comunidade”, menciona.

Komatsu participou em Bauru do evento denominado Palestra Cultural Interativa, promovido pelo Clube Nipo Brasileiro. “A presença em Bauru é de grande significado não só pela atuação do clube, mas pela importância da região na história de imigração japonesa para o Brasil”, finaliza.

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