O diretor geral da Japan International Cooperation Agency (Jica), agência japonesa de cooperação internacional, Hyogen Komatsu, esteve ontem em Bauru para falar sobre o intercâmbio entre o Brasil e o Japão realizado através da instituição. A cooperação bilateral gera o oferecimento de bolsas de estudo para brasileiros no Japão e o envio de técnicos japoneses para o oferecimento de cursos em diversas áreas técnicas no Brasil.
Segundo Komatsu, 180 pessoas vão ao Japão todos os anos através da agência pelo acordo de cooperação e 50 japoneses vêm para o Brasil como voluntários para dar cursos na área pedagógica. “Outras 220 pessoas vão ao nosso país todo ano para fazer treinamento em áreas como informática, comunicação e novas tecnologias. 60 peritos japoneses também ficam no Brasil coordenando cursos de formaçãoâ€, conta.
Os peritos vêm atuando em instituições como o Senai, Embrapa, Sabesp e universidades. Atualmente, a Jica trabalha com um projeto na área de segurança.
Komatsu conta que o projeto envolve um conceito comunitário de segurança. “No Japão é comum a presença de pequenos postos policiais, com apenas três profissionais, fixados em bairros. Isso promove aproximação do profissional de segurança com a comunidade, dá agilidade ao sistema e oferece mais tranqüilidade para a populaçãoâ€, conta.
As ilhas que formam o país oriental contam com uma população de 120 milhões de pessoas. A alta densidade populacional é explicada pela pequena área territorial. O Japão corresponde em área ao Estado de São Paulo. “No Brasil o projeto teria que ser orientado mais para as áreas de grande concentração, os centros urbanos, integrando a comunidade com os policiais em pequenos postos espalhados pelos bairrosâ€, comenta.
Para o desenvolvimento do projeto, a cada ano seis policiais militares estão permanecendo no Japão para um estágio e dois policiais japoneses vêm aqui treinar outros PMs. “As bases policiais são de pequeno porte, construídas com dinheiro da própria comunidadeâ€, menciona.
Komatsu participou em Bauru do evento denominado Palestra Cultural Interativa, promovido pelo Clube Nipo Brasileiro. “A presença em Bauru é de grande significado não só pela atuação do clube, mas pela importância da região na história de imigração japonesa para o Brasilâ€, finaliza.